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Nova Jersey comunica erro no cadastro eleitoral após novas denúncias de Trump

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O estado de Nova Jersey registrou por engano cerca de 6.600 pessoas que não eram cidadãs dos Estados Unidos no cadastro eleitoral antes das eleições de 2024, informou nesta terça-feira (21) a governadora democrata Mikie Sherrill.

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A governadora afirmou que menos de 400 dos eleitores registrados em decorrência desse "grave erro de software" chegaram a votar, e que os registros estavam distribuídos entre os diferentes partidos políticos.

"Estou horrorizada com as falhas negligentes que permitiram que isso acontecesse e com a falta de transparência demonstrada por aqueles que estavam no comando naquele momento", disse Sherrill em um comunicado.

O incidente ocorreu entre junho de 2023 e junho de 2024, durante o mandato de seu antecessor, também democrata, Phil Murphy.

A revelação ocorre depois que Trump, presidente republicano que nunca reconheceu sua derrota nas eleições presidenciais de 2020 para Joe Biden, voltou a fazer acusações, sem apresentar provas, de fraude eleitoral em larga escala, a poucos meses das eleições legislativas de novembro, cujo resultado muitos esperam que ele venha a contestar.

O presidente afirmou, em um discurso televisionado na semana passada, que mais de 250 mil pessoas que não são cidadãs dos Estados Unidos estavam registradas para votar em quatro estados, incluindo Nova Jersey, ao mesmo tempo em que incentivava os legisladores a aprovar seu projeto de lei denominado "SAVE America Act".

O projeto prevê exigir comprovação da cidadania americana para o registro de eleitores, além da apresentação de documento de identidade com foto nos locais de votação, bem como impor novas restrições ao voto por correspondência.

"Enquanto a administração Trump tenta usar as eleições como arma para fins políticos, eu me certifico de que protejamos nosso processo eleitoral. Quero deixar claro: Donald Trump não tem absolutamente nenhuma credibilidade quando se trata da integridade eleitoral", afirmou Sherrill.

"A diferença é simples: quando encontramos um problema, não o escondemos, não o negamos nem inventamos teorias da conspiração. Nós o investigamos, o corrigimos e informamos isso publicamente", acrescentou.

Sherrill afirmou que o erro envolveu cerca de 6.600 pessoas que declararam não ser cidadãs dos Estados Unidos ao solicitarem carteiras de motorista e documentos de identidade entre junho de 2023 e junho de 2024, mas que, ainda assim, foram registradas como eleitoras.

Ela acrescentou que determinou a remoção dessas pessoas do cadastro eleitoral e solicitou a abertura de uma investigação sobre o incidente.

A alegação de Trump de que as eleições de 2020 foram "fraudadas" jamais foi respaldada por provas. Mais de 60 ações judiciais não resultaram em nenhuma decisão que demonstrasse a existência de fraude capaz de alterar o resultado da eleição, enquanto recontagens de votos, auditorias e o próprio Departamento de Justiça dos Estados Unidos também não encontraram evidências nesse sentido.

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bjt/des/mr/nn/am

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