Internacional

Lenda do xadrez Judit Polgár rejeita convite para assumir Presidência da Hungria

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A lenda do xadrez Judit Polgár recusou nesta segunda-feira (20) a oferta do primeiro-ministro húngaro, Péter Magyar, para ajudar o país a virar a página da era de Viktor Orbán assumindo a Presidência da Hungria.

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O conservador pró-europeu havia proposto o nome de Polgár, considerada por muitos a maior enxadrista mulher da história, para ajudá-lo a cumprir sua promessa de promover uma "mudança de regime" após os 16 anos de governo do nacionalista Orbán.

"Não me sinto com forças para assumir a responsabilidade histórica de unir uma nação dividida e, por isso, não posso aceitar o convite", publicou Polgár, uma figura sem vínculos com a política, nas redes sociais.

"Farei tudo o que estiver ao meu alcance para apoiar um novo presidente da República, independente e respeitado, na concretização desses objetivos", acrescentou.

Magyar propôs o nome da ex-grande mestre de xadrez depois que o impopular presidente Tamás Sulyok, aliado de Orbán, aceitou renunciar no sábado.

"Nosso país precisa de unidade, paz e de um presidente do qual todos os húngaros possam se orgulhar", havia declarado no Facebook.

Figura de consenso e pouco ligada aos partidos políticos, Judit Polgár, de 50 anos, desfruta de uma notoriedade excepcional na Hungria.

Ela foi a número 1 do ranking mundial feminino de xadrez por mais de um quarto de século e continua sendo a única mulher a ter integrado o Top 10 do ranking mundial absoluto.

Criada ao lado de suas irmãs para se tornar campeã dentro do método pedagógico desenvolvido por seu pai, ela contou diversas vezes que precisou superar os preconceitos sexistas presentes no mundo do xadrez.

Ela conquistou vitórias memoráveis contra vários campeões mundiais masculinos, entre eles o russo Garry Kasparov, em 2002.

Aposentada das competições desde 2014, passou a se dedicar à educação e à promoção do xadrez entre os jovens, atividade que lhe rendeu uma imagem amplamente respeitada e consensual na sociedade húngara.

Sua trajetória foi frequentemente comparada à da heroína da bem-sucedida série da Netflix "O Gambito da Rainha", cuja fidelidade ao universo do xadrez ela elogiou em entrevista à AFP em 2020.

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mg-bg/oaa/pb/hgs/am

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