Petróleo sobe após ataques a infraestruturas no Oriente Médio
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Os preços do petróleo dispararam nesta sexta-feira (17) diante da intensificação do conflito no Oriente Médio, onde novas trocas de bombardeios atingiram infraestruturas civis.
O barril de Brent do Mar do Norte, para entrega em setembro, avançou 4,60%, para 88,10 dólares. Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega em agosto, subiu 4,48%, para 82,49 dólares.
"Não há nenhum indício sólido de que a tendência de alta dos preços tenha chegado ao fim", ressaltou David Morrison, da Trade Nation.
Os Estados Unidos bombardearam o Irã na quinta-feira pelo sexto dia consecutivo, e Teerã respondeu com ataques a países do Golfo aliados de Washington.
O Exército americano afirmou ter atacado "dezenas de alvos militares iranianos", enquanto Teerã informou sobre danos na rede elétrica no sul do país. No Kuwait, uma usina elétrica e uma planta de dessalinização foram atingidas por um ataque iraniano.
Com a retomada das hostilidades entre Estados Unidos e Irã em 7 de julho, os preços do petróleo bruto saltaram cerca de 16% na semana.
O mercado de petróleo está atento ao Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica pela qual, antes da guerra, transitavam 20% do petróleo e do gás liquefeito consumidos no mundo.
Um "projétil não identificado" atingiu um navio em frente à costa de Omã, informou nesta sexta-feira a agência britânica UKMTO.
Um drone também atacou uma embarcação em frente ao porto de Basra, no sul do Iraque, perto de um terminal petrolífero, indicou à AFP uma fonte de segurança.
Esses incidentes poderiam ter impulsionado o preço do petróleo bruto para mais de 100 dólares o barril, avaliou John Evans, analista da PVM Energy.
Mas isso não ocorreu por dois fatores, segundo o especialista: a capacidade de adaptação da oferta mundial de petróleo e a possibilidade de que o conflito acabe sendo desativado.
Além do importante recurso das reservas estratégicas de petróleo, os efeitos do conflito têm sido atenuados pelo desvio de parte das exportações sauditas pelo Estreito de Bab el-Mandeb, que margeia o Iêmen, destacou Norman Lebke, do Commerzbank.
A escalada das tensões entre os rebeldes houthis, que controlam parte do Iêmen, e a Arábia Saudita, porém, pode complicar essa alternativa.
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