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Rússia prende ativista pró-Kremlin que agora critica Putin

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Um ativista russo que defendia o Kremlin até criticar recentemente o presidente Vladimir Putin e sua ofensiva na Ucrânia foi preso nesta sexta-feira (17), informaram agências estatais. 

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Ilya Remeslo, de 42 anos, foi detido em São Petersburgo e será transferido para Moscou, onde será decidida uma "medida cautelar", como prisão preventiva ou domiciliar, segundo seu advogado, Sergei Badamshin, citado pela agência Tass. 

Após sua ofensiva em grande escala contra a Ucrânia, iniciada em fevereiro de 2022, a Rússia intensificou a repressão contra dissidentes e opositores com rigorosas leis de censura militar. Quase todos os opositores estão agora presos, mortos ou no exílio. 

O crime do qual o blogueiro é acusado é o mesmo pelo qual um membro do partido de oposição Yabloko foi condenado no fim de junho. Ele está sujeito a uma pena de 10 anos de prisão. 

Ele foi preso um dia após publicar várias mensagens nas redes sociais. "Putin será levado algemado neste outono" e "a situação está se deteriorando rapidamente para Putin", escreveu. 

Remeslo costumava ter posições favoráveis ao Kremlin. Ele é conhecido por ter se manifestado contra o opositor Alexei Navalny, morto em uma prisão russa em 2024. 

Porém, em março, publicou no Telegram "cinco razões" pelas quais "deixou de apoiar" o presidente russo. "Vladimir Putin não é um presidente legítimo, Vladimir Putin deve renunciar e ser julgado como criminoso de guerra e ladrão", afirmou em seu canal, seguido por mais de 100.000 pessoas. 

Ele também qualificou a ofensiva na Ucrânia como um "beco sem saída" que provocou "entre um e dois milhões de vítimas" e que é realizada "unicamente devido aos complexos de Putin". 

Dois dias depois, o blogueiro foi internado no hospital psiquiátrico número 3 de São Petersburgo, conhecido por ter sido local de internação de dissidentes políticos reprimidos na época soviética. Ele recebeu alta em abril.

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bur/pdw/erl/avl/jc/aa

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