AIEA considera 'inaceitável' morte de engenheiro de usina nuclear da Ucrânia
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O diretor do Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) condenou a morte do engenheiro-chefe da usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia na Ucrânia, em um ataque com drone pelo qual Moscou responsabiliza Kiev.
A Ucrânia classificou as acusações russas como infundadas e afirmou que Moscou não apresentou provas que as sustentem.
O diretor da empresa nuclear estatal russa Rosatom, Alexey Likhachev, informou na quarta-feira (15) que Aleksandr Yakovlev morreu quando "um drone pertencente às Forças Armadas da Ucrânia" atingiu um veículo de serviço perto da usina, localizada em uma zona de conflito.
O diretor-geral da AIEA, o argentino Rafael Grossi, "condena o incidente reportado, que considera um ataque inaceitável contra a usina e sua equipe de direção, e que ameaça gravemente a segurança nuclear", publicou o organismo na quarta-feira à noite na rede social X.
"A AIEA pede a cessação imediata de todos os ataques contra instalações nucleares ou suas proximidades, bem como contra seu pessoal", acrescentou.
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, havia instado o organismo a condenar o suposto "assassinato".
LikhachEv escreveu no canal da Rosatom no Telegram que Yakovlev "dedicou toda a sua vida à energia nuclear e morreu, de fato, no cumprimento do seu dever". Também informou que o motorista do veículo morreu no ataque.
O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia rejeitou as acusações. "Não foi apresentada nenhuma confirmação independente da versão russa nem provas da participação da Ucrânia, e as informações provenientes das estruturas de ocupação russas não podem ser consideradas confiáveis", declarou em comunicado.
As tropas russas assumiram o controle da usina de Zaporizhzhia em março de 2022, pouco depois do início da invasão lançada por Moscou.
A usina, a maior central nuclear da Europa, tem sido uma fonte constante de preocupação em relação à segurança nuclear durante o conflito.
Ambas as partes se acusam regularmente de realizar ataques contra a instalação, situada em Enerhodar, às margens do rio Dnieper, que marca a linha de frente nessa região.
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