Custo de alimentação saudável subiu 25% em cinco anos, indica FAO
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O custo de uma alimentação saudável aumentou 25% em cinco anos e quase uma em cada três pessoas no mundo não tem acesso a ela, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) divulgados nesta quarta-feira (15).
Esse custo chega a 4,28 dólares por pessoa por dia, conforme indica o relatório de 2026 da FAO sobre o estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo, que será apresentado na próxima terça-feira na sede da organização, em Roma.
"Como consequência, 2,69 bilhões de pessoas, ou seja, quase uma em cada três pessoas no mundo, continuam sem poder arcar com uma alimentação saudável", afirmou Máximo Torero Cullen, economista-chefe da FAO, durante uma coletiva de imprensa na sede da ONU em Nova York.
A região onde esse custo é mais elevado é a América Latina, mais precisamente o Caribe, detalhou o especialista. Segundo ele, isso pode ser explicado pelo fato de esses países darem prioridade às exportações em vez de garantirem uma oferta suficiente e diversificada para os mercados locais.
Os alimentos básicos, como cereais e leguminosas, representam 13% do custo de uma alimentação saudável, em comparação com quase 30% dos produtos de origem animal e, sobretudo, 16% das frutas e verduras.
"O desafio não é produzir calorias suficientes, e sim tornar os alimentos ricos em nutrientes mais acessíveis", destacou Torero Cullen. Ele acrescentou que a produção local reduziria o custo de uma alimentação saudável em 34% em todo o mundo e em quase 80% na África.
O especialista da FAO também recomenda reorientar os subsídios públicos para alimentos mais ricos em nutrientes, em vez de direcioná-los aos cereais.
Também defende investimentos em logística e infraestrutura local, como estradas e armazenamento, já que "entre 70% e 75% do custo de uma alimentação saudável é gerado depois que os alimentos saem da fazenda".
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