Internacional

Síria prende ex-coronel especialista em armas químicas durante governo de Assad

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A Síria anunciou, nesta quarta-feira (15), a prisão de um ex-oficial especialista em armas químicas, acusado de supervisionar a fabricação de bombas com gás sarin usadas contra civis durante o governo do presidente deposto Bashar al-Assad.

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Desde que chegaram ao poder, em 2024, as autoridades islamistas prenderam antigos altos funcionários do governo e começaram a julgá-los por crimes cometidos durante os 13 anos de guerra civil.

Em um comunicado, o Ministério do Interior anunciou que "prendeu o coronel Ahmad Habib Ali, especialista em armas químicas".

Segundo o ministério, o ex-coronel "ocupou o cargo de diretor do Centro de Estudos e Pesquisas Científicas e era responsável pelos depósitos de gás sarin e pela produção de substâncias químicas na unidade 417", perto de Damasco.

Ali é "um dos oficiais que supervisionaram a fabricação de cerca de 20 bombas carregadas com gás sarin, cada uma pesando 250 quilos, usadas em ataques contra cidades e povoados sírios em 2013 e 2017", afirmou a pasta.

Durante esse período, as forças de Assad foram acusadas de realizar vários ataques com armas químicas. Um deles, cometido em Ghouta Oriental, nos arredores de Damasco, em 21 de agosto de 2013, deixou 1.429 mortos, segundo os Estados Unidos e várias organizações de defesa dos direitos humanos.

Posteriormente, sob a ameaça de ataques aéreos dos Estados Unidos e a pressão da Rússia, a Síria aderiu à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) e concordou em declarar e entregar seus estoques de substâncias tóxicas para que fossem destruídos.

Entre 2014 e 2017, especialistas da Opaq e da ONU afirmaram que o governo de Assad realizou quatro ataques com gás sarin, um agente neurotóxico, e gás cloro contra localidades controladas por facções da oposição no norte e no noroeste do país.

A prisão do ex-coronel ocorreu menos de uma semana depois de a Opaq anunciar que havia restabelecido o direito de voto da Síria, retirado em 2021 após a organização constatar o uso de sarin e cloro.

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mam/lar/nad/ser/erl/an/lm/aa

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