Primeira-ministra da Ucrânia renuncia em meio a reforma de governo ordenada por Zelensky
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A primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Sviridenko, apresentou oficialmente sua renúncia nesta terça-feira (14), com aprovação do Parlamento, no âmbito de uma reforma ministerial ordenada pelo presidente Volodimir Zelensky.
Anunciada no domingo (12) como parte de uma "mudança de estratégia política", a reformulação do governo ocorre sem que o nome do futuro primeiro-ministro tenha sido definido.
A "resolução" que aprova a renúncia de Sviridenko "foi adotada", informou o Parlamento ucraniano em seu site.
"Obrigada a todos pelo apoio. Foi uma honra trabalhar pela Ucrânia", escreveu Sviridenko nas redes sociais, ao publicar uma foto sua no Parlamento fazendo um coração com as mãos.
Em outra mensagem, a política defendeu seu legado no cargo, destacando a gestão da crise energética durante o último inverno - apesar dos danos causados pelos bombardeios russos à infraestrutura - e os avanços econômicos do país.
Nomeada para o cargo em julho de 2025, Sviridenko mantinha boas relações com autoridades americanas. Ela negociou um acordo de investimento em minerais com Washington após o confronto entre o presidente Donald Trump e Zelensky no Salão Oval.
A reforma ministerial ocorre em um momento decisivo da guerra contra a Rússia, que já dura mais de quatro anos. Moscou intensificou sua campanha de ataques com mísseis balísticos, enquanto Kiev planeja produzir sistemas de defesa aérea Patriot de tecnologia americana.
Zelensky agradeceu no domingo o trabalho de Sviridenko e afirmou ter lhe oferecido a oportunidade de "liderar uma nova e importante área de relações com um parceiro-chave", sem fornecer mais detalhes.
O cargo de primeiro-ministro normalmente não envolve responsabilidades relacionadas à estratégia militar ou às operações na linha de frente, áreas em que as decisões cabem ao presidente e aos comandantes militares.
Segundo a imprensa ucraniana, os principais candidatos a liderar o próximo governo são o ex-primeiro-ministro e atual ministro da Energia, Denis Shmigal; o ministro da Transformação Digital, Mikhailo Fedorov; o prefeito de Kharkiv, Ihor Terekhov; e o diretor da estatal de petróleo e gás Naftogaz, Serguei Koretski.
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