México descarta que ações penais por morte de imigrantes afete relação com EUA
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O México descartou, nesta segunda-feira (13), as preocupações de que sua relação com os Estados Unidos sofreria como consequência das ações penais que pretende mover devido às mortes de cidadãos mexicanos pelas mãos de agentes de imigração dos EUA.
A presidente, Claudia Sheinbaum, anunciou que seu ministro das Relações Exteriores entraria com processos em tribunais federais e locais nesta segunda-feira.
Dezessete mexicanos morreram em centros de detenção do ICE ou durante operações da agência desde que Donald Trump retornou ao poder em janeiro de 2025.
O caso mais recente é o de Lorenzo Salgado, de 52 anos, que foi baleado por um agente do ICE enquanto estava dentro de seu veículo em Houston. O ICE alegou legítima defesa.
"Não se trata de criar conflito, longe disso", disse Sheinbaum em sua coletiva de imprensa diária. "Mas nós, como governo e como mexicanos, também não podemos dizer: 'Não vamos dizer nada porque não queremos causar problemas em nossa relação com o governo do presidente Trump'."
"Temos uma relação comercial, temos uma relação de segurança, mas precisamos levantar a voz quando há uma violação dos direitos humanos de nossos concidadãos", acrescentou.
O governo enviou cartas de protesto aos Estados Unidos, mas Sheinbaum afirmou que até agora "elas não surtiram efeito".
Os Estados Unidos são o principal parceiro comercial do México. Oitenta por cento das exportações mexicanas são destinadas a esse país, com o qual mantém um tratado de livre comércio.
A relação também atravessa um período tenso devido às suspeitas de que o FBI participou do sequestro de um importante traficante de drogas e violou a soberania do país.
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