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Cinco estrangeiros e espanhol entre primeiros mortos identificados do incêndio na Andaluzia

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Três britânicos, uma francesa, um belga e um espanhol são as primeiras vítimas identificadas do incêndio florestal que começou na última quinta-feira no sul da Espanha e deixou pelo menos 13 mortos, informaram as autoridades nesta segunda-feira (13). 

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Até que o processo de identificação dos outros seis corpos encontrados seja concluído, as autoridades espanholas permanecem cautelosas quanto ao número de desaparecidos.

"As primeiras seis identificações das vítimas do incêndio de Los Gallardos foram concluídas", afirmou o CID, órgão público responsável pelas identificações, que especificou que se tratam de três britânicos, uma francesa, um belga e um espanhol.

A décima terceira vítima, uma britânica de 93 anos, faleceu no hospital no domingo em decorrência dos ferimentos.

Anteriormente, o CID afirmou que recebeu 10 denúncias de pessoas desaparecidas, número que, segundo a polícia, pode aumentar. 

A Guarda Civil realizou novas buscas na área no domingo por possíveis vítimas não localizadas, mas não encontrou nada.

Segundo as primeiras investigações, o incêndio começou após um cabo elétrico cair em uma vala, o que provocou uma rápida propagação das chamas.

Após três dias de combate ao incêndio, os bombeiros conseguiram estabilizar as chamas no domingo, e os cerca de 1.500 deslocados puderam começar a retornar para suas casas. 

- "Prevenir" -

Na linha de frente das mudanças climáticas, a Espanha tem vivenciado ondas de calor cada vez mais frequentes e prolongadas nos últimos anos, com temperaturas frequentemente acima de 40°C, que criam condições propícias para grandes incêndios florestais. 

O incêndio que deflagrou na quinta-feira nesta área da província de Almería, a poucos quilômetros da costa mediterrânea, um destino turístico popular, devastou 7.000 hectares, segundo as autoridades regionais da Andaluzia.

O presidente de Governo espanhol, Pedro Sánchez, visitou a área nesta segunda-feira e pediu à população que se mantivesse vigilante contra incêndios que "infelizmente estão cada vez mais comuns".

"Não basta reagir quando esses incêndios ocorrem, também precisamos preveni-los", declarou no posto de comando que coordena os esforços de extinção.

"Cada um de nós, individualmente, precisa se conscientizar de que o clima está mudando, de que os efeitos da emergência climática estão cada vez mais severos", acrescentou, alertando para um "verão complexo". 

A Espanha já sofreu duas ondas de calor este ano, que afetaram praticamente todo o país, e o mês passado foi o segundo junho mais quente já registrado, segundo a Agência Estatal de Meteorologia (Aemet). 

"Um terço da área queimada na Europa no ano passado estava aqui na Espanha", observou Sánchez.

- "Autoproteção" -

Ao lado de Sánchez, o presidente regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno, também pediu ao público que adotasse a necessária "sensibilidade e autoproteção" nessas situações e instou que fiquem atentos à fumaça e a qualquer "atitude suspeita" de potenciais incendiários.

Também convidou a refletirem sobre a inclusão de treinamento no sistema educacional para capacitar a população a "agir em uma situação de emergência". 

Nos últimos dias, a região que governa recebeu críticas de alguns parentes das vítimas, que lamentaram a falta de medidas eficazes de prevenção para alertar seus familiares sobre a extensão do incêndio. 

Na Espanha, a gestão de emergências é inicialmente de responsabilidade dos governos regionais, embora estes possam solicitar a intervenção do governo central caso a situação se agrave. 

Atraídos pelo sol e pela tranquilidade, muitos estrangeiros, a maioria britânicos, escolhem esta região do leste da Andaluzia para morar, ter casas de férias ou passar alguns dias.

Os incêndios florestais devastaram quase 400.000 hectares no ano passado na Espanha, o maior número já registrado no país pelo Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais, e resultaram em oito mortes.

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rbj/rs-du/an/aa-jc

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