Rússia e Turquia discutem revenda de sistemas antiaéreos russos
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Rússia e Turquia estão em contato a respeito da possível revenda, por Ancara, dos sistemas de defesa aérea russos S-400 para um terceiro país, uma compra que custou à Turquia sua vaga no programa F-35 dos Estados Unidos, anunciou o Kremlin nesta sexta-feira (10).
A Turquia busca se desfazer de seus sistemas de defesa aérea, adquiridos da Rússia em 2017, pelos quais foi sancionada pelo Congresso dos EUA.
"Temos mantido contato com o lado turco sobre essa questão e continuaremos nossos contatos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, em resposta a uma pergunta da AFP durante sua coletiva de imprensa diária.
"Só posso dizer uma coisa: este é um assunto muito delicado", acrescentou.
Segundo o jornalista turco Abdulkadir Selvi, cuja reportagem foi publicada nesta sexta-feira no jornal pró-governo Hürriyet Daily News, "os S-400 foram vendidos para um terceiro país", um "país do Golfo".
A compra desses sistemas de defesa russos custou a Ancara sua exclusão do programa F-35 em 2019, privando-a de caças pelos quais já havia pagado, e a sujeitou, no ano seguinte, às sanções CAATSA (uma lei do Congresso) dos Estados Unidos.
A entrega dos motores F110 para o caça turco KAAN também foi prejudicada.
O presidente americano, Donald Trump, que participou da cúpula da Otan em Ancara na terça e quarta-feira, afirmou ter concordado em suspender essas sanções.
No entanto, a Turquia precisa primeiro se desfazer dos sistemas S-400 em seu território, mesmo que nunca tenham sido ativados.
A revenda desses sistemas requer o consentimento da Rússia, já que a Turquia não possui licença de reexportação.
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