Cruz Vermelha cria 'emblema digital' para ampliar proteção humanitária ao ciberespaço
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O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) apresentou, nesta quinta-feira (9), um protótipo de "emblema digital" destinado a ampliar a proteção de seus símbolos ao ambiente online.
Nas zonas de conflito, seus emblemas indicam que seus trabalhadores, veículos e instalações estão protegidos e não devem ser atacados.
Mas, diante da transferência dos conflitos para o âmbito digital, a organização trabalha desde 2020 em um emblema que permita identificar e proteger os sistemas informáticos da Cruz Vermelha e de instalações médicas contra possíveis ataques.
Em um evento realizado no laboratório europeu de física CERN, perto de Genebra, o CICV anunciou que havia dado um "passo importante" até a criação de um emblema digital funcional.
A organização apresentou um protótipo que agora será submetido a testes em condições reais e a um processo de padronização.
"Durante mais de 160 anos, a Cruz Vermelha, o Crescente Vermelho e, mais recentemente, o Cristal Vermelho transmitiram uma mensagem simples em meio à guerra: esta pessoa, este veículo, este prédio estão protegidos. Respeitem-nos. Protejam-nos. Não os ataquem", declarou o diretor-geral do CICV, Pierre Krähenbühl, aos participantes, uma ideia que agora querem levar ao mundo digital.
O protótipo do chamado Emblema Digital Autêntico (ADEM, na sigla em inglês) utiliza certificados criptográficos para sua autenticação e para garantir que só possa ser aplicado a infraestruturas digitais humanitárias e de saúde.
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