Wall Street fecha no vermelho, preocupada com setor de semicondutores
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A bolsa de Nova York fechou em baixa nesta terça-feira (7), afetada pela queda do valor das empresa de semicondutores, o que aumenta o nervosismo diante dos investimentos colossais destinados ao desenvolvimento da inteligência artificial.
O Dow Jones recuou 0,25% e o índice ampliado S&P 500 perdeu 0,45%. Mas as maiores quedas afetaram o Nasdaq, índice que reúne as grandes empresas tecnológicas, que baixou 1,16%.
O indicador foi especialmente afetado pelo recuo da AMD (-6,51%), da Micron (-4,71%) e da Intel (-9,66%).
Esta nova tempestade, após os episódios das últimas semanas, foi desencadeada pelos resultados preliminares da gigante sul-coreana Samsung.
O grupo prevê, no entanto, multiplicar por 19 seu lucro operacional no segundo trimestre.
Seus dados "atestam um apetite inabalável pelos chips de memória, considerados essenciais para o desenvolvimento da IA", explicou Jose Torres, da Interactive Brokers.
"Mas a alta dos preços dos semicondutores preocupa os investidores quanto à sustentabilidade desta dinâmica de compra", disse Torres.
Para garantir o abastecimento, as gigantes da tecnologia preveem gastar centenas de bilhões de dólares, em parte recorrendo ao endividamento.
"Emissão de títulos, lançamentos na bolsa e a criação de novas ações" são algumas das estratégia utilizadas "para financiar estes planos de investimento, cujas perspectivas de rentabilidade são incertas", disse Torres.
As inquietações não são novas e o setor já sofreu vários sobressaltos, sem pôr em questão sua marcada trajetória altista.
Para Angelo Kourkafas, da Edward Jones, a reação com os resultados da Samsung "põe em destaque o alto nível de expectativas" dos investidores, assim como um "recuo para setores que potencialmente oferecem uma margem de segurança maior".
O avanço espetacular nos últimos meses dos valores vinculados à IA em Wall Street torna previsível a volatilidade do mercado, segundo Kourkafas.
"Os últimos acontecimentos relativos a uma possível escalada na frente geopolítica, com um forte repique dos preços do petróleo, também levam a um comportamento mais prudente diante do risco", acrescentou o analista em declarações à AFP.
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