Déficit comercial dos EUA dispara em maio
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O déficit comercial dos Estados Unidos aumentou de maneira significativa em maio devido ao efeito combinado da recuperação das importações e da queda das exportações, segundo dados do governo divulgados nesta terça-feira (7).
Esse aumento do déficit comercial foi registrado em um mês em que o país enfrentava as consequências da guerra no Oriente Médio.
O setor de inteligência artificial foi um dos que demandaram grandes importações para a construção de centros de dados no país.
O déficit comercial disparou 42,2% em relação ao mês anterior, chegando a 77,6 bilhões de dólares (400 bilhões de reais), segundo dados do Departamento de Comércio. Esse número ficou ligeiramente abaixo do previsto pelo consenso de analistas da Briefing.com.
As importações cresceram 3,3% em maio, para 395,3 bilhões de dólares (2,04 trilhões de reais), enquanto as exportações caíram 3,2%, para 317,7 bilhões de dólares (1,64 trilhão de reais).
As importações americanas de bens de consumo dispararam, assim como as de petróleo bruto e outros insumos industriais, informou o Departamento de Comércio.
As importações de automóveis e peças, juntamente com as de acessórios de informática, também aumentaram.
As exportações de petróleo bruto do país cresceram, mas as de outros produtos, como os farmacêuticos, recuaram.
As exportações americanas de petróleo bruto e derivados aumentaram após os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no fim de fevereiro.
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