Internacional

Democratas pressionam candidato ao Senado a desistir após acusação de agressão sexual

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Líderes democratas pediram na segunda-feira (6) ao candidato Graham Platner que desista da candidatura para o Senado dos Estados Unidos após acusações de agressão sexual, apesar das grandes chances de conquistar uma cadeira nas eleições de meio de mandato. 

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De acordo com o site Politico, Jenny Racicot, uma moradora do Maine de 41 anos e ex-companheira do candidato, o acusou de forçá-la a manter relações sexuais no fim de 2021.

Platner, cuja ascensão fulgurante foi comparada à do presidente Donald Trump, negou a acusação.

No mês passado, o ex-fuzileiro naval de 41 anos, que cultiva ostras e é novato na política, venceu as primárias democratas no estado da costa leste, na fronteira com o Canadá.

Em uma mensagem em vídeo publicada no X após a divulgação do artigo, o candidato democrata chamou as acusações de “preocupantes, graves e falsas”.

"Independentemente da imprecisão da reportagem, mas ciente da realidade política que vai desencadear, estamos reservando um tempo para refletir sobre o melhor caminho a seguir para o estado que eu amo, o povo que eu amo, o movimento ao qual pertenço e o objetivo de derrotar Susan Collins", afirmou o candidato.

Collins, senadora republicana há seis mandatos e uma das poucas moderadas de seu partido no Congresso, está entre os principais alvos dos democratas.

O Maine é um estado crucial para a oposição em seus esforços para retomar o controle do Senado em novembro.

O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, e o comitê de campanha democrata para o Senado classificaram as acusações como "incrivelmente perturbadoras" e exigiram a saída "imediata" de Platner. Também indicaram que pretendem retirar o financiamento caso ele decida prosseguir com a candidatura.

O Partido Democrata do Maine e a senadora de Massachusetts Elizabeth Warren seguiram a mesma linha.

A reportagem do Politico foi publicada após outras polêmicas de Platner, relacionadas a antigos comentários online, mensagens de teor sexual, uma tatuagem com conotação nazista que depois foi coberta, além de acusações de violência contra mulheres.

Platner admitiu que enfrentou dificuldades vinculadas a um transtorno de estresse pós-traumático não diagnosticado e ao abuso de álcool, mas negou ter agredido fisicamente ex-parceiras.

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ft/des/cms/fox/sla/adr/mmy/avl/fp

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