Internacional

Presidente da Colômbia insiste em negar 'legitimidade' de sucessor da extrema direita

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a negar, nesta segunda-feira (6), a "legitimidade" do presidente eleito, Abelardo de la Espriella, um ultradireitista apoiado pelo chefe de Estado americano, Donald Trump, que venceu o segundo turno das eleições em junho, segundo dados oficiais.

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O primeiro presidente de esquerda da história da Colômbia tem questionado reiteradamente os resultados das acirradas eleições nas quais De la Espriella venceu o senador governista Iván Cepeda por menos de um ponto percentual.

"O presidente da Colômbia não admite a legitimidade do próximo governo. Abelardo não venceu as eleições", disse o presidente, nesta segunda-feira, em postagem no X, na qual alega uma "fraude eleitoral por via algorítmica e com financiamento estrangeiro".

Observadores internacionais e autoridades eleitorais descartaram qualquer tipo de manipulação nas eleições.

Petro disse que uma empresa colombiana encarregada da apuração preliminar usou "algoritmos que inclinaram a votação substancialmente a favor de Abelardo", principalmente os votos de residentes no exterior.

Iván Cepeda, candidato da esquerda derrotado no segundo turno por De la Espriella, reconheceu os resultados eleitorais, mas anunciou que vai se declarar em "desobediência civil" frente à próxima administração se esta não se distanciar do governo americano.

Aliados históricos, Colômbia e Estados Unidos enfrentam tensões diplomáticas inéditas desde que Trump assumiu seu segundo mandato.

Sem experiência na política, De la Espriella promete fomentar o investimento privado, enxugar o Estado em cerca de 40% e impor a linha dura no combate às guerrilhas e aos cartéis de narcotraficantes, em meio à pior crise de violência no país da última década após as tentativas frustradas de Petro de negociar a paz com várias organizações.

Petro convocou protestos para 20 de julho, data da comemoração da independência, para defender suas reformas sociais. Ele anunciou um discurso de despedida para esse dia, antes da posse do novo governo, em agosto.

De la Espriella já anunciou os nomes de quatro de seus futuros ministros nas pastas da Defesa, Interior, Ambiente e Fazenda.

Em meio ao processo de transição, o presidente eleito denunciou ter encontrado rastros de corrupção e contratos sem licitação durante o governo de Petro.

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vd/lv/dga/mvv/am

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