Internacional

Caso Balogun se torna uma questão política na Bélgica

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A Federação Belga de Futebol, "surpreendida" com a decisão de anular o cartão vermelho aplicado ao jogador americano Folarin Balogun, recebeu neste domingo (5) um amplo apoio político na Bélgica, onde a decisão da Fifa foi classificada como "uma vergonha" que ameaça os princípios fundamentais do 'fair play'.

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"A verdadeira força reside em vencer através do fair play (e respeitando todas as regras). É isso que a Bélgica fará amanhã", publicou Jacqueline Galant, Ministra do Esporte da região da Valônia-Bruxelas, na rede social X. 

Na Bélgica, um Estado federal, o esporte é de competência regional. 

"Total apoio à Federação Belga, que anunciou estar analisando todas as opções para salvaguardar os direitos legítimos de todos os participantes, assim como os princípios fundamentais do 'fair play' que regem o futebol nesta Copa do Mundo", acrescentou ela, antes de exclamar: "Vamos lá, Diabos, o país inteiro está com vocês, agora mais do que nunca!". 

O Partido Socialista, de oposição, também manifestou sua reprovação à decisão da Fifa.

"Que vergonha! Quando o dinheiro dita as regras, a Copa do Mundo perde toda a credibilidade", escreveu o grupo de esquerda no X. "Adaptar as regras para agradar a Trump, tentar trapacear para vencer, que imagem deplorável para a Fifa, para a Copa do Mundo e para os Estados Unidos. As regras devem ser respeitadas por todos, no esporte e na vida", acrescentou. 

Balogun, o artilheiro dos Estados Unidos (3 gols desde o início do torneio), foi expulso na quarta-feira durante a partida da fase de 16-avos contra a Bósnia-Herzegovina, vencida pelos EUA por 2 a 0, por pisar no tornozelo do defensor Tarik Muharemovic. 

O regulamento da Fifa determina uma suspensão automática de uma partida para cartões vermelhos, uma decisão que não pode ser contestada pela equipe do jogador punido. 

No entanto, no domingo, a Fifa anunciou que a suspensão havia sido revogada. 

Segundo uma fonte a par do assunto, Donald Trump ligou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, na quarta-feira, para pedir que ele revisasse o caso.

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bnl/iga/ag/aam/cb

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