Internacional

Direita e extrema direita espanholas se aliam para governar Andaluzia

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A direita (Partido Popular, PP) e a extrema direita (Vox) da Espanha chegaram, nesta quinta-feira (2), a um acordo para governar a Andaluzia, em um novo pacto entre as duas siglas, que já haviam firmado alianças semelhantes em outras três regiões.

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Após fracassar na primeira votação, realizada na terça-feira, Juan Manuel Moreno Bonilla, do Partido Popular (PP), foi reeleito nesta quinta-feira presidente dessa extensa região do sul da Espanha com o apoio dos deputados de seu partido e da extrema direita do Vox.

"Diante da possibilidade de um bloqueio, ou até mesmo da possibilidade de antecipação das eleições ou de um processo eleitoral que paralisaria nossa comunidade por seis meses, foi alcançado um acordo que acredito ser positivo para a Andaluzia", afirmou Moreno pouco antes da votação que culminou em sua nova investidura como presidente regional.

A Andaluzia — a região mais populosa da Espanha e um importante destino turístico, famosa por suas cidades históricas como Sevilha, Granada e Córdoba — foi governada pelos socialistas durante quase 40 anos.

Desde 2019, no entanto, o conservador Moreno Bonilla preside essa região, onde o PSOE registrou seu pior resultado histórico nas eleições de maio.

O PP venceu as eleições, mas precisou do apoio do Vox para governar. Para obtê-lo, os conservadores tiveram de aceitar o princípio da "prioridade nacional", defendido pelo partido de extrema direita, que estabelece uma hierarquia no acesso a determinadas ajudas e serviços públicos com base no "vínculo efetivo" das pessoas com o território.

O acordo firmado nesta quinta-feira representa mais um passo na nova aliança regional entre a direita e a extrema direita na Espanha, que, nos últimos meses, já havia fechado pactos semelhantes na Extremadura, em Aragão e em Castela e Leão, após o fim abrupto de suas coalizões anteriores.

O PP e o Vox já haviam firmado acordos em cinco regiões em 2023, mas o partido de extrema direita deixou esses governos em meados de 2024 devido a um desacordo sobre a distribuição de menores estrangeiros pelo território.

Há meses, ambos os partidos vêm exigindo repetidamente a renúncia do presidente do governo, Pedro Sánchez, e a convocação de eleições antecipadas, alternativa que o líder socialista afirma não considerar até o momento.

O chefe do governo espanhol enfrenta fortes críticas da oposição, que apontam para os diversos processos judiciais envolvendo pessoas de seu círculo pessoal e profissional. Sánchez, por sua vez, denuncia ser vítima de uma campanha de desestabilização promovida pela direita e pela extrema direita.

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mig/rs/ahg/am

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