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"A festa acabou": governo eleito da Colômbia anuncia cortes

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O governo eleito da Colômbia, liderado por Abelardo de la Espriella, anunciou nesta quarta-feira (1º) que reduzirá o tamanho do Estado e dará sinal verde à exploração de petróleo e gás por meio do fraturamento hidráulico, conhecido como "fracking", diante do elevado déficit fiscal.

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O advogado de extrema direita De la Espriella assumirá a Presidência em 7 de agosto, substituindo Gustavo Petro, o primeiro presidente de esquerda da história do país.

Em declarações nesta quarta-feira, o futuro ministro da Economia afirmou que a prioridade será a "austeridade".

"Primeiro, o Estado precisa apertar o cinto, precisa recuperar o controle sobre seus gastos", disse à Blu Radio o economista Miguel Gómez.

"Precisamos que as pessoas entendam que não estamos aqui para continuar a festa, que a festa acabou", acrescentou.

Petro manteve os gastos públicos elevados para financiar programas sociais, enquanto o déficit fiscal subiu para 6,4% do Produto Interno Bruto (PIB), o segundo maior da região, atrás apenas do Brasil, segundo a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

De la Espriella, um milionário estreante na política, comprometeu-se a reduzir o tamanho do Estado em 40% para recuperar a economia.

Gómez afirmou que "ainda não está definido" como será aplicada a política de austeridade, mas adiantou que ministérios serão extintos, será proposta uma reforma tributária "para estimular o crescimento" e o orçamento será revisto. Segundo ele, em 2027 o orçamento "crescerá abaixo da inflação".

"O que recebo é ruim, muito ruim", enfatizou Gómez.

Petro, que reduziu a pobreza ao nível mais baixo da história do país e o desemprego ao menor índice dos últimos 15 anos, contesta o diagnóstico do novo governo.

De la Espriella propõe reverter as políticas de transição energética implementadas por Petro, por meio das quais foi suspensa a exploração de novos campos de petróleo.

"A realidade é que o país empobreceu em termos energéticos. Suas reservas de petróleo e gás diminuíram e, nessas condições, é muito complicado que a economia cresça", afirmou Gómez, assegurando que o novo governo adotará um "fracking ambiental".

Essa técnica é alvo de críticas devido ao grande volume de água necessário para fraturar as rochas e extrair gás ou petróleo. Além disso, utiliza produtos químicos poluentes e pode provocar pequenos abalos sísmicos.

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lv/vd/ad/am

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