China impõe restrições de 'segurança nacional' a investimentos no exterior
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A China busca intensificar o controle sobre os investimentos no exterior com regulamentações de "segurança nacional" que entram em vigor nesta quarta-feira (1), em um cenário de crescente concorrência tecnológica com os Estados Unidos.
As novas regras, anunciadas em 1º de junho, oferecem às autoridades um amplo marco legal para controlar o fluxo de capital e de trabalhadores para o exterior.
Para a China, setores como inteligência artificial, chips e tecnologia verde são importantes do ponto de vista econômico e estratégico. O governo afirma que deseja promover seu desenvolvimento local.
As medidas pretendem "aumentar a qualidade e o nível do investimento no exterior", segundo as diretrizes definidas pelo Conselho de Estado, o gabinete de governo chinês.
Alguns investidores, no entanto, temem que as medidas restrinjam a capacidade do ecossistema tecnológico chinês de acessar os mercados globais.
Os investimentos no exterior deverão se adequar ao "conceito geral de segurança nacional", segundo as regulamentações, ao mesmo tempo que visam "equilibrar as considerações domésticas e internacionais".
Também autorizam o governo a revisar investimentos ou transferências que possam impactar a segurança nacional.
Pequim observa com desconfiança as transações transfronteiriças. Seu principal órgão de planejamento econômico proibiu, em abril, uma tentativa da Meta, empresa matriz do Facebook, de adquirir a startup de IA Manus, criada por uma companhia fundada na China e hoje baseada em Singapura.
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