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Negociações sobre renovação do T-MEC caminham para ultrapassar prazo final de revisão

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As negociações para prorrogar o tratado de livre comércio da América do Norte (T-MEC) caminham para ultrapassar o prazo-limite desta quarta-feira (1º) para sua renovação automática.

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México, Estados Unidos e Canadá têm até 1º de julho para informar se desejam prorrogar os termos do acordo por mais 16 anos.

Sem uma renovação automática, e desde que nenhum dos parceiros decida se retirar completamente, o acordo continuará em vigor, sujeito a revisões anuais até 2036.

O T-MEC substituiu, em 2020, o TLCAN (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), que estava em vigor desde 1994.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em junho que não estava "buscando renovar" o pacto, que ele próprio assinou e elogiou durante seu primeiro mandato.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, reconheceu nesta terça-feira que tudo depende da postura de Washington.

"Estamos aguardando a resposta dos Estados Unidos", declarou.

Canadá e México defenderam a renovação do T-MEC por mais 16 anos, mas Trump classificou essa medida como "irrelevante".

Espera-se que representantes dos três países se reúnam nesta quarta-feira para confirmar se desejam estender o acordo.

México e Estados Unidos têm prevista uma terceira rodada de negociações para a semana de 20 de julho, sinal de que as partes continuam buscando mudanças.

O Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, não anunciou um cronograma para negociações formais com o Canadá, embora já tenha se reunido com seu homólogo canadense, Dominic LeBlanc.

O prazo de 1º de julho pode ser "simbolicamente importante", mas ultrapassá-lo não traz, por enquanto, consequências práticas, afirmou Greta Peisch, sócia do escritório de advocacia Wiley Rein.

Peisch, ex-assessora jurídica do escritório do USTR, disse à AFP que o governo Trump já indicou que deseja modificar o acordo em duas áreas.

"Uma delas é a adoção de regras e mudanças no acordo que incentivem mais manufatura, não apenas na América do Norte, mas especificamente nos Estados Unidos", afirmou.

A outra é tratar de antigos pontos de atrito, como as restrições impostas pelo Canadá ao mercado de produtos lácteos.

Washington está dedicando "tempo e esforço para renegociar o acordo", disse ela. "Por isso, vejo que eles querem mantê-lo de uma forma ou de outra."

O comércio de bens e serviços dentro da América do Norte somou quase 2 trilhões de dólares em 2024, segundo estimativas de analistas.

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jpo-bys/jz/am

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