Ministro da Defesa da Colômbia questiona morte de um dos guerrilheiros mais procurados do país
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O ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sánchez, questionou a morte em combate do segundo na hierarquia de Iván Mordisco, líder da principal dissidência da extinta guerrilha das Farc.
O governo colombiano anunciou em 20 de junho que o homem conhecido como Marlon faleceu durante uma ofensiva contra o Estado-Maior Central (EMC), que se afastou dos acordos de paz de 2016 e é um dos maiores grupos armados ilegais do país.
Na segunda-feira, o guerrilheiro conhecido como Marlon reapareceu em um vídeo do grupo dissidente que circula nas redes sociais e que ainda não foi verificado por fontes independentes, segundo o ministro.
"Como o corpo não foi recuperado, a neutralização não podia ser considerada plenamente confirmada, já que isso só se comprova mediante a inspeção técnica do cadáver", afirmou Sánchez no X.
Marlon era o chefe das dissidências do EMC no departamento de Cauca (sudoeste) e responsável por um atentado com explosivos em abril que matou quase 20 civis na região.
Segundo o ministro, "relatórios operacionais e de inteligência" indicaram que o guerrilheiro "havia sido neutralizado".
Em uma mensagem em seu canal de imprensa, as dissidências afirmaram que Marlon "sobreviveu ao ataque de 20 de junho". Ele aparece utilizando uma roupa de camuflagem ao lado de outro rebelde armado com um fuzil.
"As autoridades competentes já estão adiantando as verificações necessárias para estabelecer a autenticidade e as circunstâncias em que o vídeo pode ter sido gravado", afirmou Sánchez.
Na suposta declaração, o guerrilheiro afirma que a "luta armada continua sendo um instrumento legítimo" após a eleição como presidente do ultradireitista Abelardo de La Espriella, que assumirá o cargo em agosto.
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pld/lb/fp