Internacional

Petróleo sofre forte queda apesar de ataque no Estreito de Ormuz

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Os preços do petróleo fecharam em forte queda nesta sexta-feira (26), enquanto os navios continuavam transitando pelo Estreito de Ormuz, apesar do ataque da véspera contra um cargueiro que levou a ONU a suspender seu programa de evacuação.

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O petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em agosto, recuou 4,33%, a 71,99 dólares o barril, retornando a preços comparáveis aos anteriores ao conflito no Oriente Médio.

Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI), para entrega no mesmo mês, recuou 3,74%, a 69,23 dólares o barril. 

O Irã advertiu reiteradamente contra qualquer trânsito pelo estreito sem sua autorização. Na quinta-feira, um cargueiro foi atacado nesta via crucial para o comércio mundial de combustíveis.

Nesta sexta-feira, o presidente americano, Donald Trump, qualificou o ataque como uma "violação estúpida" do cessar-fogo com Teerã e o atribuiu a um drone iraniano.

No entanto, "o trânsito marítimo (...) continua sem maiores interrupções", o que está impulsionando a queda dos preços do petróleo, explicaram analistas do IG.

Após um máximo de 57 navios na quarta-feira - entre eles petroleiros, gaseiros e outros que transportavam mercadorias como fertilizantes —, pelo menos 42 transitavam pelo estreito nesta quinta-feira, segundo a plataforma de rastreamento Kpler.

Este fluxo é muito maior que o registrado durante toda a guerra no Oriente Médio.

"Embora suspendamos a evacuação de ontem (quinta-feira), alguns navios seguem transitando pela parte sul do Estreito de Ormuz", declarou, nesta sexta-feira, o secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), Arsenio Domínguez, durante uma coletiva de imprensa.

A demanda chinesa se mantém abaixo dos níveis anteriores à guerra, e os Estados Unidos suspenderam as sanções ao comércio de hidrocarbonetos iranianos.

O Iraque pediu, por sua vez, à Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) que aumente suas quotas de produção para compensar as perdas sofridas durante a guerra no Oriente Médio, informou, na quinta-feira, o Ministério do Petróleo iraquiano.

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pml-ode-ni/er/dg/dga/mvv/am

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