Internacional

Estreia ruim 'assustou', mas Brasil pode fazer boa Copa, diz Danilo

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Danilo, um dos jogadores mais experientes da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, admitiu nesta quarta-feira (17) que o início ruim no torneio "assustou", mas acredita que a equipe pode melhorar.

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O Brasil fará seu segundo jogo no Grupo C do Mundial contra o Haiti na próxima sexta-feira, após o empate em 1 a 1 com o Marrocos no sábado passado.

"Assustou, porque existia tanta expectativa interna em fazer um jogo grande, um jogo de domínio, um jogo de pressão o tempo todo, e quando as coisas não acontecem (...) não é fácil digerir", disse o jogador de 34 anos em entrevista coletiva.

"Tem que achar um equilíbrio. A gente estava desequilibrado taticamente e mentalmente", acrescentou.

Danilo reconheceu que a Seleção está um passo atrás de favoritas como Argentina ou a França, mas alertou que o time brasileiro segue "na primeira fileira".

"Nós temos que ser claros: nós não temos a maturidade que França tem hoje, que a Argentina tem hoje enquanto equipe, o que não quer dizer que a gente não pode fazer um bom papel, ganhar e chegar longe", afirmou o zagueiro do Flamengo.

"nossa obrigação é tentar o máximo possível honrar isso e se a gente tiver a possibilidade, com muita entrega, com muito espírito de sacrifício, conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa seria maravilhoso".

Danilo mostrou "respeito" pelo Haiti, apesar da superioridade do Brasil no papel, com a advertência de surpresas neste Mundial, como o empate da Espanha com Cabo Verde.

"Todos vocês viram como Cabo Verde defendia contra Espanha", lembrou. "Falar de golear o Haiti? Seria uma grande loucura".

Danilo disse que espera que Neymar esteja pronto para jogar em breve.

"Converso muitas vezes com outros jogadores como, por exemplo, Guillermo Varela, meu companheiro [no Flamengo]. Muitas vezes falamos dos adversários, dos jogadores que enfrentamos. E sempre chegamos à conclusão de que se você tem um jogador como o Neymar, que joga pelo seu lado do campo, gera muito mais tensão, muito mais atenção, e aí é preciso sempre pedir ajuda", analisou.

"Só por estar em campo, pode atrapalhar tudo o que preparou o adversário para neutralizar nossas forças", continuou.

Por outro lado, Danilo descreveu Endrick como "uma joia rara".

"É um tipo de jogador que a gente quer ter e que a gente espera que possa ter o maior protagonismo possível", concluiu.

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erc/app/cl/cb/aam

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