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Dono de boate que desabou na República Dominicana irá a julgamento

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Um tribunal da República Dominicana decidiu, nesta segunda-feira (15), levar a julgamento o proprietário da casa noturna Jet Set, cujo desabamento no ano passado deixou 200 mortos, entre eles o popular cantor de merengue Rubby Pérez.

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Em 8 de abril de 2025, o teto do clube Jet Set, em Santo Domingo, desabou durante um show de Rubby Pérez, resultando em 236 mortos.

Antonio Espaillat, dono da boate, e sua irmã Maribel, administradora, foram presos por homicídio culposo, mas, após pagarem uma fiança de 842,5 mil dólares (cerca de 4,2 milhões de reais), foram colocados em liberdade condicional.

O crime de homicídio culposo acarreta uma pena de três meses a dois anos de prisão.

O movimento Justiça Jet Set, que representa vítimas e familiares, pediu uma requalificação jurídica do caso como "homicídio com dolo eventual".

No entanto, o juiz Raymundo Mejía disse, antes de ser anunciada a decisão pelo julgamento, que não se pode "equiparar" uma conduta de negligência com um homicídio intencional.

"Não há dolo eventual em um desabamento no qual inclusive uma das rés estava lá dentro e o teto desabou sobre ela, e isso não pode ser equiparado a uma conduta na qual um cidadão realiza disparos contra uma multidão", indicou.

"A Justiça não serve para vingança", acrescentou, ao destacar que seu dever é cumprir a lei.

O responsável pelo setor de investigação do Ministério Público, Wilson Camacho, adiantou que irá ao julgamento "buscar o máximo de pena que a lei permite neste tipo de caso".

A decisão do magistrado causou desconforto entre alguns dos familiares presentes na audiência, que pôde ser acompanhada por uma transmissão ao vivo.

"Aqui não se pode esperar nada desse povo maldito (...) Que absurdo enorme", comentou Rafael Navarro, cuja filha de 33 anos morreu no Jet Set, à AFP.

Alcide Acosta, que perdeu o irmão e a cunhada no desabamento da estrutura, considera que o tribunal está "parcializado".

"Vamos continuar brigando, vamos continuar lutando", assegurou Acosta, de 40 anos.

A data de início do julgamento ainda não foi informada.

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str-mbj/lp/dga/rm-jc

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