Cuba pretende ampliar as atividades para empresas privadas da ilha
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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, anunciou nesta sexta-feira (12) uma ampliação das atividades autorizadas às empresas privadas no país, no marco das "prioridades" econômicas que o governo estuda para enfrentar a crise.
Sob pressão pelo bloqueio petrolífero imposto desde janeiro por Washington, o governo cubano anunciou nos últimos meses várias reformas voltadas a uma maior abertura econômica.
O presidente Miguel Díaz-Canel disse nesta sexta-feira que serão autorizadas outras atividades às empresas privadas e que a aprovação de novos negócios será acelerada e descentralizada.
"Para as formas de gestão não estatais, as atividades proibidas vão ser limitadas para que seu objeto seja o mais amplo possível", afirmou o chefe de Estado em uma intervenção diante da imprensa nacional transmitida pela televisão estatal.
"Está sendo realizado (...) um processo para, no menor tempo possível, aprovar todas as que estavam pendentes", assegurou.
As empresas privadas, com até 100 empregados, foram autorizadas em 2021 e ocupam um lugar crescente no tecido econômico cubano. Desde fevereiro, têm acesso à importação de combustível, até então centralizada pelo Estado.
O governo também vai autorizar particulares a investir na economia em igualdade de condições com investidores estrangeiros, que recentemente se retiraram em massa do país por temerem sanções americanas.
Díaz-Canel indicou que a possibilidade de eliminar intermediários estatais na importação e exportação está sendo analisada.
O presidente reiterou a importância da "descentralização" das atividades econômicas e do fortalecimento da "autonomia das empresas estatais", que representam 80% da economia cubana.
O presidente anunciou ainda "uma reestruturação do aparato do Estado", com menos ministérios e "uma redução importante" dos funcionários públicos, que deverá ser aprovada em julho pelo Parlamento.
A redução do número de servidores já havia sido anunciada há três anos, sem se concretizar.
Díaz-Canel lembrou o objetivo do Estado de transformar a "libreta" (caderneta de racionamento) para que beneficie os mais pobres e não o conjunto da população cubana, marcada por desigualdades crescentes.
Várias reformas da conhecida "libreta" vêm sendo anunciadas há vários anos, sem serem implementadas. Essas reformas "em breve vão ser discutidas e aprovadas de maneira muito ágil", garantiu.
"O país não está paralisado, o país enfrenta esta situação com inteligência", afirmou, em referência à política de máxima pressão implementada por Washington.
Além do bloqueio petrolífero, os Estados Unidos impuseram várias sanções contra a economia cubana.
Essa situação agravou profundamente a crise econômica, social e energética pela qual o país passa há vários anos, submetido ao embargo americano desde 1962.
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