Macron chama China, EUA e Europa à coordenação econômica 'urgente' antes do G7
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O presidente francês, Emmanuel Macron, chamou, nesta quinta-feira (11), Estados Unidos, China e Europa a coordenar com "urgência" suas políticas econômicas para corrigir os desequilíbrios mundiais e evitar ajustes "brutais".
Macron deu estas declarações durante uma reunião por videoconferência anterior à cúpula do G7 da próxima semana em Evian, aos pés dos Alpes franceses, da qual participou o vice-primeiro-ministro chinês, Zhang Guoqing.
"Os desequilíbrios mundiais persistem e têm se acentuado nos últimos anos, pondo em risco o crescimento econômico e a estabilidade financeira", assegurou Macron, para quem "há urgência em agir".
Para o presidente francês, que deixará o cargo em 2027, a "correção" destes desequilíbrios é uma "responsabilidade compartilhada, tanto das economias com superávit quanto das que têm déficit".
"E, em particular, a ressincronização e a coordenação de um enfoque adequado entre Europa, China e Estados Unidos são absolutamente cruciais", sob pena de sofrer "ajustes econômicos e financeiros brutais", advertiu.
Além da China, esta videoconferência incluiu os países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), que se reunirão entre 15 e 17 de junho na cúpula de Evian.
A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, também participou, assim como os países já convidados para a cúpula: Brasil, Coreia do Sul, Índia, Quênia e Egito.
O tema dos desequilíbrios estará na ordem do dia do G7, que não inclui a China, e posteriormente também deveria ser abordado na cúpula do G20, prevista para o fim do ano nos Estados Unidos, desta vez com a presença chinesa.
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