Ondas de calor mataram mais de 200 mil pessoas na Europa em quatro anos, segundo a OMS
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Mais de 200 mil pessoas morreram devido a ondas de calor extremas na Europa nos últimos quatro anos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que alerta para esse fenômeno recorrente como consequência das mudanças climáticas.
"As ondas de calor não são mais anomalias meteorológicas excepcionais", afirmou a OMS nesta quinta-feira (11), durante o lançamento em Berlim de novas diretrizes destinadas a proteger vidas desse fenômeno.
Na União Europeia e "nos países associados", o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Henri Kluge, declarou que "a maioria dessas mortes era totalmente evitável".
Além disso, "milhões de pessoas" são "afetadas física e mentalmente", acrescentou.
O continente europeu está aquecendo muito mais rápido do que qualquer outro, observou a OMS, destacando em particular as mortes prematuras devido a ondas de calor na Itália, Espanha e Grécia.
"O calor é um assassino silencioso, mas não é inevitável", afirma a OMS, que insta as autoridades europeias a seguirem suas recomendações para combater as mudanças climáticas.
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