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'Não pode ser um engano', diz palestino ao enterrar seu bebê morto por tiros israelenses

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“Isso não pode ser um engano”, afirmou neste sábado (6) um palestino ao enterrar seu bebê, ferido e morto por tiros do Exército israelense, no sul da Cisjordânia ocupada.

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Sam Fahd Abou Haikal, de sete meses, estava em um carro com os pais na noite de sexta-feira, perto de Hebron, quando os três foram atingidos por disparos israelenses.

Após uma investigação preliminar, o Exército de Israel reconheceu que um de seus soldados havia atirado “contra civis” não suspeitos, depois que o veículo deles acelerou em direção às tropas.

No cemitério de Hebron, dezenas de pessoas acompanharam o pai, Fahd Abou Haikal, que carregava o corpo do filho envolto em uma bandeira palestina, constatou uma equipe da AFP.

Sua esposa, ferida no rosto, continua hospitalizada, mas encontra-se em estado estável, detalhou o homem.

“Íamos de Belém para Hebron. Nós nos aproximamos do ponto de controle [militar israelense] e, de repente, ouvi um barulho, parei o carro e levantei as mãos”, relatou.

“Ouvi um disparo e, um segundo depois, vi uma bala atravessar o para-brisa e em seguida atravessar meu braço”, acrescentou Abu Haikal, de 42 anos.

“Minha esposa foi atingida por uma bala que atravessou o lado direito do rosto dela e também por estilhaços”, explicou.

“Não consigo acreditar no que aconteceu”, disse. “Quando se dispara mais de uma bala, não há tiros de advertência e não há aviso, isso não pode ser um engano”, declarou.

A avó da criança, Feryal Abu Haikal, de 65 anos, também estava a bordo do veículo.

“Ouvi tiros e pensei que fosse um disparo de advertência, depois minha nora gritou e eu a vi coberta de sangue”, relatou.

“Um recém-nascido que mal tinha começado sua vida tornou-se mais uma vítima da ocupação israelense!”, denunciou no X o gabinete do primeiro-ministro palestino, Mohamed Mustafa.

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bur-cgo/mj/cm/erl/hgs/ic

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