Meta critica plano australiano para que gigantes tecnológicas paguem por notícias
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A gigante da tecnologia Meta criticou nesta quinta-feira (4) o plano da Austrália para obrigar as empresas de redes sociais a pagar pelas notícias, e expressou sua forte oposição a um projeto de lei nesse sentido.
Veículos tradicionais de todo o mundo lutam para sobreviver, no momento em que os leitores se informam cada vez mais pelas redes sociais. A Austrália quer que as empresas de tecnologia compensem os veículos locais por compartilhar artigos que geram tráfego em suas plataformas.
"Nossa posição é clara: essa lei é mal elaborada, profundamente injusta, e não vai conseguir criar um setor de notícias diverso e sustentável", afirmou a Meta, controladora do Facebook e Instagram, segundo a qual o projeto de lei "é discriminatório, economicamente incoerente e não criará o setor de notícias sustentável que os jornalistas e o público australianos merecem".
A iniciativa dará às empresas a oportunidade de fechar acordos de conteúdo com veículos locais. Caso se recusem, estarão sujeitas a uma multa equivalente a 2,25% de sua receita na Austrália.
Apresentado meses atrás, o projeto de lei foi elaborado para impedir que as empresas de redes sociais simplesmente removam as notícias de suas plataformas.
Os defensores da iniciativa alegam que as empresas atraem usuários com o conteúdo jornalístico e geram uma receita publicitária que, de outra forma, iria para os veículos de imprensa.
Segundo a Universidade de Canberra, mais da metade dos australianos usa as redes sociais como fonte de notícias.
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