Internacional

Quênia mantém polêmico projeto do centro de quarentena para americanos expostos ao ebola

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O Quênia dará continuidade ao projeto de centro de quarentena destinado aos cidadãos dos Estados Unidos expostos ao surto do vírus ebola na República Democrática do Congo (RDC), afirmou, nesta quarta-feira (3), seu ministro de Saúde, apesar da indignação popular.

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Muitos quenianos temem que ocorram contágios em seu país, que não faz fronteira com a RDC e que não registrou nenhum caso de ebola desde que a epidemia foi declarada em meados de maio.

Anos de corrupção e má gestão debilitaram gravemente o sistema sanitário do Quênia.

"O governo não fez nada ilegal (...) Esta epidemia não requer nenhuma consulta", declarou o ministro Aden Duale aos deputados.

"Não vamos parar", disse em referência ao centro de quarentena que está sendo construído na base aérea de Laikipia, situada perto da cidade de Nanyuki, no centro do Quênia e a cerca de 200 km ao norte da capital, Nairóbi.

Duas pessoas morreram baleadas durante manifestações contra o projeto na segunda-feira (1º) nesta cidade, segundo defensores dos direitos humanos.

O Tribunal Superior do Quênia, ao qual recorreu uma organização de defesa dos direitos constitucionais, ordenou, na semana passada, a suspensão da abertura do centro, prevista para a última sexta-feira (29), segundo autoridades americanas.

A atual epidemia de ebola, uma febre hemorrágica extremamente contagiosa, foi declarada no nordeste da RDC em 15 de maio, mas acredita-se que o vírus já estava se espalhando há algum tempo e sem ser detectado.

"O surto ganhou muita vantagem e nós continuamos atrasados", declarou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, à imprensa em Genebra, embora tenha expressado esperança de que "o terreno esteja sendo recuperado".

Na terça-feira, a agência da ONU revisou drasticamente para baixo sua estimativa de casos suspeitos de ebola na RDC, que passou de 906 para 116. No entanto, 344 casos foram confirmados, com 60 mortes.

A vizinha Uganda confirmou 15 casos, um deles fatal, e é o único outro país, até o momento, em que o vírus se propagou.

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mnk-jcp/jf/eba/hgs/erl/rm/aa

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