Primeira-ministra dinamarquesa apresenta novo governo com maioria feminina
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A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, apresentou seu novo governo nesta quarta-feira (3), que, pela primeira vez na história da Dinamarca, é composto por mais mulheres do que homens.
Após meses de negociações depois de eleições pouco conclusivas em março, Frederiksen anunciou na segunda-feira que havia formado um governo minoritário entre o Partido Social-Democrata, que ela lidera, o Partido Popular Socialista (SF), o De Radikale (centro-esquerda) e os Moderados (centro).
Nesta quarta-feira, a primeira-ministra em fim de mandato anunciou os nomes dos novos ministros.
"É um governo com 21 ministros e, pela primeira vez na história da Dinamarca, há agora mais ministras do que ministros", anunciou Frederiksen em frente ao Palácio de Amalienborg.
Onze dos 21 ministros são mulheres; a lista inclui nomes que já faziam parte do governo anterior de Frederiksen.
O líder dos Moderados, Lars Lokke Rasmussen, que se tornou uma figura-chave após as eleições de 24 de março, manteve seu cargo como ministro das Relações Exteriores.
Na terça-feira, Frederiksen apresentou um programa político no qual prometeu apoiar famílias que enfrentam dificuldades com o aumento dos preços, ao mesmo tempo em que se comprometeu a manter uma política de imigração restritiva.
Nas eleições de março, seu partido obteve seu pior resultado desde 1903, mas permaneceu como o maior partido por uma ampla margem, conquistando 38 das 179 cadeiras no Parlamento.
Nem o bloco de esquerda nem o de direita obtiveram maioria nessas eleições.
Os quatro partidos da nova coalizão detêm um total de 82 cadeiras, o que significa que o governo precisará do apoio de outros partidos para aprovar leis.
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