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EUA propõe novas tarifas sobre o trabalho forçado a 60 países, incluindo o Brasil

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O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) propôs, na terça-feira (2), novas tarifas sobre 60 economias, que incluem Brasil, China, União Europeia (UE), México e Equador, argumentando que elas não combatem suficientemente a importação de bens produzidos com trabalho forçado.

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As tarifas propostas variam de 10% a 12,5%, segundo um documento oficial, e surgem em um momento em que o governo do presidente americano, Donald Trump, busca reconstruir sua agenda tarifária após reveses legais.

As medidas estarão sujeitas a um período de consulta pública antes da decisão final.

O anúncio pode gerar novos atritos entre os Estados Unidos e a União Europeia, que avançam com a implementação de um acordo comercial firmado no verão passado. 

"A UE considera injustificadas as tarifas impostas com base nesses argumentos", afirmou o porta-voz do Comércio da UE, Olof Gill, nesta quarta-feira (3). 

O anúncio da medida americana ocorre meses depois de Washington ter aberto investigações contra parceiros comerciais como China, UE e Japão.

As investigações analisaram se esses parceiros comerciais tomaram medidas contra a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado e se essa situação afetava o comércio dos EUA. 

Na terça-feira, o USTR declarou que 54 dessas economias "não conseguiram impor ou aplicar efetivamente uma proibição de importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado". 

Esse grupo inclui China, Vietnã, Taiwan e Reino Unido. Outras seis economias — Canadá, Equador, União Europeia, Indonésia, México e Paquistão — foram acusadas de não aplicar efetivamente tais proibições. 

"O fato de nossos parceiros comerciais mais importantes não estarem abordando a questão da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado é inaceitável", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, em um comunicado.

"Isso cria uma dinâmica na qual os trabalhadores americanos são obrigados a competir globalmente em condições desiguais", acrescentou. 

No entanto, as tarifas propostas incluem diversas isenções, como carne bovina, café e certas frutas e nozes. 

Produtos do Canadá e do México que estejam em conformidade com o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC) também serão isentos, assim como certos produtos têxteis e vestuário. 

A população pode enviar comentários por escrito até 6 de julho e o USTR realizará audiências posteriormente.

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bys-ub/raz/js/mr/hgs/aa/fp

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