México e Canadá propõem aos EUA estender seu tratado comercial por 16 anos
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México e Canadá propuseram, nesta terça-feira (2), estender por 16 anos o Tratado de Livre-Comércio da América do Norte (T-MEC), do qual os Estados Unidos também são signatários.
Os dois países enviaram cartas formais às suas contrapartes para expressar sua disposição de aprovar o novo prazo, em meio às negociações sobre os novos termos, que avançam no contexto da política protecionista do presidente americano Donald Trump.
O ministro canadense responsável pelo T-MEC, Dominic LeBlanc, enviou a mensagem um dia antes de viajar a Washington para conversas com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, sobre o futuro do tratado.
México e Estados Unidos já realizaram a primeira rodada de negociações na semana passada. O T-MEC é vital para a economia mexicana: os Estados Unidos são seu maior parceiro comercial e o destino de mais de 80% de suas exportações.
A carta de LeBlanc – datada de 1º de junho e dirigida a Greer e ao secretário de Economia do México, Marcelo Ebrard – afirma que "o Canadá recomenda a renovação do acordo por mais 16 anos".
"Já fizemos o mesmo", disse Ebrard em coletiva de imprensa na Cidade do México. "Gostaríamos que ele fosse estendido por 16 anos."
As partes do T-MEC têm até 1º de julho para indicar se desejam simplesmente renovar o acordo ou renegociá-lo.
Trump assinou e elogiou o T-MEC durante seu primeiro governo (2017-2021), mas agora classifica o acordo como "irrelevante". O republicano impôs tarifas punitivas a setores-chave para o Canadá e o México, como o automotivo.
Ebrard saudou, por sua vez, uma recente redução de tarifas ordenada por Trump sobre máquinas agrícolas fabricadas com aço e alumínio. As tarifas sobre o setor siderúrgico estão entre as que mais atingem as exportações mexicanas.
"Estimamos que o efeito possa ser positivo", afirmou o responsável, que não comentou a reportagem publicada pelo The Wall Street Journal sobre uma suposta exigência de Trump para que os carros produzidos na América do Norte tenham 50% de peças americanas.
Funcionários americanos elogiaram amplamente a postura do México nas negociações, enquanto zombam do Canadá e insultam o primeiro-ministro Mark Carney, que se tornou um dos críticos mais proeminentes de Trump no cenário mundial.
Trump tem insistido também na ideia de anexar o Canadá, comentário que provoca ampla rejeição entre a população.
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