Hezbollah é "único obstáculo" para paz entre Israel e Líbano, diz Rubio
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Israel e o Líbano poderiam concluir um acordo de paz "já amanhã" se não fosse pelo obstáculo representado pelo Hezbollah, declarou nesta terça-feira (2) o chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio.
"Israel não tem nenhuma reivindicação territorial no Líbano. O Hezbollah é o único obstáculo", afirmou Rubio, ao ser questionado sobre o tema durante uma audiência perante a Comissão de Relações Exteriores do Senado.
O secretário de Estado fez essas declarações no mesmo dia em que os dois países iniciavam em Washington uma quarta rodada de negociações.
"Sem o Irã, não existiria Hezbollah", explicou, ressaltando ainda que os Estados Unidos, que desempenham o papel de mediador, insistem em separar as negociações israelenses-iranianas das conversações mantidas com o Irã, algo que Teerã rejeita.
Os embaixadores de Israel e do Líbano foram recebidos nesta terça-feira no Departamento de Estado para uma nova sessão de conversações diretas, enquanto Israel e o Hezbollah trocavam ataques depois que Donald Trump assegurou que ambas as partes haviam lhe prometido reduzir a tensão.
Este quarto encontro entre os representantes dos dois países, que não mantêm relações diplomáticas, deverá durar inicialmente dois dias.
A reunião conta, em particular, com a participação do representante israelense Yechiel Leiter e da representante libanesa Nada Hamadeh Moawad, além de Daniel Holler, assessor de Marco Rubio, que não participa diretamente desta sessão.
Nenhum dos participantes fez declarações.
O presidente dos Estados Unidos indicou na noite de segunda-feira, em sua rede Truth Social, que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, havia se comprometido a não enviar tropas para Beirute e que o Hezbollah iria "cessar totalmente o fogo".
Rubio esclareceu durante a audiência que o compromisso do Hezbollah havia sido transmitido "por intermédio das autoridades libanesas".
Os combates entre o Exército israelense e o Hezbollah, iniciados em 2 de março, continuaram apesar do cessar-fogo em vigor desde 17 de abril, que já havia sido prorrogado uma vez ao término dessas negociações, as primeiras em décadas.
Bombardeios israelenses na noite de segunda-feira causaram pelo menos seis mortes no sul do Líbano, elevando para 13 o total de vítimas fatais do dia, segundo fontes libanesas.
O Hezbollah reivindicou nesta terça-feira um ataque com foguetes contra um tanque israelense em Hadatha.
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lb/jz/mr/am