Geórgia apresenta garrafas bicentenárias de vinho, algumas ligadas a Stalin e Napoleão
compartilhe
SIGA
A Geórgia apresentou uma coleção de cerca de 20 mil garrafas de vinho com até dois séculos de antiguidade, algumas delas historicamente vinculadas a figuras como Josef Stalin e Napoleão Bonaparte.
O conjunto é preservado em um depósito subterrâneo situado sob uma fábrica de vinho na capital da Geórgia, onde as garrafas permanecem armazenadas atrás de grades de ferro e empilhadas em prateleiras de metal.
A coleção foi apresentada na semana passada pela Agência Nacional do Vinho da Geórgia e contém vinhos e destilados georgianos e estrangeiros que datam de mais de 200 anos atrás.
Algumas das garrafas estão "associadas às coleções pessoais de Napoleão Bonaparte, Josef Stalin e outras figuras históricas", destacou a agência em um comunicado, sem dar mais detalhes de sua procedência.
Agora espera-se que os especialistas identifiquem as garrafas, estabeleçam sua origem e avaliem seu valor histórico e comercial, acrescentou a agência.
"Os exemplares exibidos podem se tornar lotes de destaque nos principais leilões internacionais", indicou o comunicado.
A coleção está localizada em uma fábrica antiga de vinho do século XIX em Tiblíssi, financiada pela filantropo e empresário georgiano David Sarajishvili.
Segundo o ministro da Agricultura, David Songulashvili, a descoberta demonstra "a importância da Geórgia como berço do vinho" em um país que reivindica ter a tradição vinícola mais antiga do mundo.
Os arqueólogos encontraram evidências de produção de vinho na atual Geórgia que remontam a cerca de 8 mil anos atrás, e a cultura do vinho é um elemento central da identidade nacional.
Em 2013, a Unesco incluiu em sua lista do Patrimônio Cultural Imaterial o método tradicional georgiano de elaboração de vinho em qvevri, que utiliza grandes vasilhas de barro enterradas no solo.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
im/jc/pdw/ahg/pc/rm/aa