Morre líder indígena preso pelo governo Ortega na Nicarágua
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O ex-deputado e líder indígena Brooklyn Rivera, considerado um preso político do governo na Nicarágua, morreu em decorrência de complicações de saúde após quase três anos de detenção, informou neste domingo (31) o Ministério da Saúde.
Rivera, de 73 anos, cuja libertação era exigida pelos Estados Unidos, foi detido pela polícia em 29 de setembro de 2023 em sua casa na localidade caribenha de Bilwi. A Anistia Internacional o considerava um "prisioneiro de consciência" dos copresidentes de esquerda Daniel Ortega e Rosario Murillo, no poder desde 2007.
"Lamentamos confirmar que, infelizmente, ele deixou este plano de vida", afirmou o ministério em um comunicado publicado em meios de comunicação oficialistas como o El 19 Digital.
Segundo esse informe, a "deterioração física e neurológica" de Rivera foi "consequência de uma bactéria gerada pelo vírus da covid-19". Sua morte ocorreu apesar dos "enormes e intensos esforços" médicos, acrescentou o comunicado.
O dirigente estava hospitalizado por múltiplos problemas de saúde, segundo o governo, que na última quarta-feira divulgou fotos de Rivera ligado a um respirador artificial, visivelmente debilitado, e na véspera reconheceu pela primeira vez que seu estado era "crítico".
Rivera era um reconhecido líder do povo miskito e do partido indígena Yatama (Filhos da Mãe Terra Unidos), que defende os direitos das comunidades originárias da Nicarágua.
As autoridades nunca tornaram públicas as acusações contra ele.
Mas, segundo reportagens da imprensa, em novembro de 2024 o governo admitiu perante o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos que sua imunidade parlamentar havia sido retirada para investigá-lo por crimes graves, como traição à pátria.
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