Governo Trump recua em nova regra para solicitações de green card
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O governo dos Estados Unidos voltou atrás em sua intenção, anunciada em 22 de maio, de obrigar os solicitantes de residência permanente (conhecida como "green card") a fazer o processo em seu país de origem, informou o New York Times.
O Departamento de Segurança Interna, responsável pelos assuntos de imigração, informou na sexta-feira ao jornal nova-iorquino que essa nova política não seria aplicada a todos os solicitantes, mas sim "caso a caso".
"Tratava-se simplesmente de um lembrete aos agentes para que utilizassem seu poder discricionário" para exigir ou não que os solicitantes deixassem os Estados Unidos para realizar o pedido, afirmou o Departamento ao New York Times.
Em um comunicado enviado à AFP, o Departamento sustenta que essa nova medida, na realidade, "reitera a política e a legislação estabelecidas há muito tempo".
"Essa política não terá impacto significativo sobre os candidatos altamente qualificados e os profissionais talentosos que cumpriram a lei", acrescenta.
"O presidente continua priorizando uma imigração que fortaleça os Estados Unidos cultural, social e financeiramente, ao mesmo tempo em que impede a imigração em massa proveniente do Terceiro Mundo, que prejudica nosso país e os americanos", afirma ainda o Departamento.
O anúncio representa uma mudança abrupta, depois que os Serviços de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS, sigla em inglês) anunciaram dias antes que "a partir de agora, um estrangeiro que esteja temporariamente nos Estados Unidos e queira um green card deve retornar ao seu país de origem para solicitá-lo, salvo em circunstâncias extraordinárias".
O porta-voz do USCIS, Zach Kahler, explicou então que os portadores de vistos de duração limitada, como estudantes, trabalhadores temporários ou pessoas com visto de turista, "vêm aos Estados Unidos por um curto período e com um propósito específico".
"A visita deles não deve funcionar como o primeiro passo no processo para obter o green card", advertiu.
Diversas associações de defesa dos direitos dos migrantes, assim como escritórios de advocacia, haviam manifestado sua consternação diante da medida, capaz de gerar confusão entre os solicitantes de residência permanente.
O congressista democrata Chuy García classificou então a nova política como "absurda e cruel".
Segundo o Washington Post, os Estados Unidos concedem mais de um milhão de permissões de residência permanente por ano e, até agora, mais da metade dos solicitantes já se encontrava dentro do país.
Na ofensiva contra a imigração iniciada por Donald Trump desde seu retorno à Casa Branca, outra via de imigração legal, a dos refugiados, já foi amplamente fechada.
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