Internacional

Ex-candidato opositor González Urrutia apoia convocar novas eleições presidenciais na Venezuela

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Edmundo González Urrutia, a quem a oposição venezuelana considera o presidente eleito da Venezuela nas contestadas eleições de 2024, nas quais Nicolás Maduro foi declarado vencedor, afirmou neste sábado (30) que apoia a realização de novas eleições para alcançar uma "democracia real".

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De seu exílio na Espanha, o ex-diplomata de 76 anos também expressou apoio à líder opositora e vencedora do Prêmio Nobel da Paz María Corina Machado, que reivindica uma nova votação após a captura de Maduro durante uma operação militar americana em janeiro.

"Há poucos dias, no Panamá, María Corina Machado e as forças democráticas da Venezuela se reuniram com um único propósito: a liberdade da Venezuela. Estamos juntos, unidos no mesmo roteiro em direção ao mesmo destino", disse González Urrutia em um vídeo divulgado nas redes sociais.

Machado manifestou na quinta-feira sua "determinação" em negociar uma transição democrática com o governo interino para alcançar "uma eleição presidencial livre, transparente e soberana", segundo uma carta assinada por ela ao término de um encontro com dirigentes da oposição no Panamá.

González Urrutia foi candidato no lugar de Machado nas eleições de 28 de julho de 2024, das quais ela não pôde participar por ter sido inabilitada.

A oposição denuncia fraude nas eleições que deram a vitória a Maduro para um terceiro mandato e reivindica a vitória de González Urrutia, que se exilou na Espanha em setembro de 2024 após a emissão de uma ordem de prisão contra ele.

A oposição denuncia fraude nas eleições que declararam Maduro vencedor para um terceiro mandato e reivindica a vitória de González Urrutia, que se exilou na Espanha em setembro de 2024 após a emissão de uma ordem de prisão contra ele.

"O mandato de 28 de julho é da Venezuela. Eu sou seu guardião, não seu dono, e, como guardião, meu compromisso é fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que esse mandato se transforme em liberdade real, em democracia real", afirmou o opositor.

Maduro foi proclamado vencedor sem que o órgão eleitoral publicasse em seu site oficial as atas com a apuração detalhada dos votos, como determina a lei, sob a alegação de que seus sistemas haviam sido alvo de um ataque hacker.

A oposição assegura que venceu as eleições presidenciais e, como prova, divulgou cópias de mais de 80% das atas das máquinas de votação, documentos que o chavismo desconsidera.

"Reconhecer a necessidade de um processo eleitoral presidencial, para mim, é honrar a vontade de todo um povo que quer liberdade", declarou González Urrutia.

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atm/pgf/ad/am

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