Preço do petróleo fecha sem tendência definida ante possível acordo EUA-Irã
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Os preços do petróleo fecharam sem uma tendência clara nesta quinta-feira (28), com os operadores oscilando entre a cautela e a esperança de avanços diplomáticos entre Estados Unidos e Irã.
Os dois países chegaram a um acordo-quadro para pôr fim à guerra no Oriente Médio, que está entrando em seu quarto mês, mas ainda não foi aprovado pelo presidente americano, Donald Trump, informaram nesta quinta fontes americanas à AFP.
Após esta notícia, o preço do petróleo Brent do Mar do Norte para entrega em julho finalmente recou 0,62% para 93,71 dólares o barril. Durante a sessão, tinha alcançado um máximo de 98,20 dólares.
Seu equivalente americano, o West Texas Intermediate (WTI) para entrega no mesmo mês subiu 0,25% a 88,90 dólares o barril.
O mercado "aprendeu a receber com reservas este tipo de notícias", declarou à AFP Stephen Schork, analista do The Schork Group.
Para alguns operadores, "isto é um jogo de blefes entre Washington e Irã", sobretudo porque as duas partes trocaram acusações nesta quinta-feira de violar o cessar-fogo após ataques aéreos cruzados, o que gera dúvidas sobre a possibilidade de se alcançar um acordo rapidamente.
"Por enquanto, não temos solução" para o conflito "e o Estreito de Ormuz permanece fechado", observou Schork. Quase um quinto do petróleo mundial normalmente transita por esta passagem estratégica, que Teerã bloqueou de fato desde os primeiros ataques de Israel e Estados Unidos, no fim de fevereiro.
"Mesmo se o estreito for reaberto, não seria completamente navegável antes do outono" boreal, avaliou o analista.
Segundo vários especialistas, a volta à normalidade no fluxo de petróleo poderia demorar vários meses, sobretudo devido às operações de desminagem necessárias para assegurar as rotas marítimas.
O Irã, por sua vez, não abandonou seu plano de controlar a navegação pelo Estreito de Ormuz.
Em 18 de maio, Teerã formalizou a criação de um novo organismo para gerenciar o tráfego marítimo e arrecadar as taxas correspondentes: a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico (PGSA).
Na quarta-feira, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos ameaçou sancionar todos aqueles que pagarem estas taxas.
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