Internacional

Alemanha busca se redimir em um Grupo E que terá geração de ouro do Equador

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A Alemanha chegará à Copa do Mundo para se recuperar de duas eliminações consecutivas na primeira fase e reafirmar seu favoritismo no variado Grupo E, onde a esperam um Equador com a melhor geração de sua história, a vigorosa Costa do Marfim e a estreante Curaçao.

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Com um elenco cada vez mais acostumado ao futebol de elite, o primeiro grande desafio do Equador será romper a barreira da fase de grupos, algo que não conseguiu em suas duas últimas participações em Mundiais.

Mas, antes do duelo entre equatorianos e alemães na terceira rodada, boa parte das chances da Tricolor estará em jogo logo na estreia diante da Costa do Marfim, um confronto intenso que promete ser decisivo no grupo.

ALEMANHA

. Participações: 20. Melhor resultado: campeã (1954, 1974, 1990 e 2014). Ranking da FIFA: 10º

. Técnico: Julian Nagelsmann (ALE)

Com apenas 38 anos, Nagelsmann carrega a enorme missão de reconstruir a identidade de uma seleção que passou de dominar o futebol mundial a acumular dois fracassos consecutivos na Rússia 2018 e no Catar 2022.

O ex-treinador do Bayern de Munique representa uma aposta moderna e agressiva, com pressão alta e mobilidade constante no ataque, especialmente ao redor dos jovens destaques Jamal Musiala e Florian Wirtz.

. Estrela: Jamal Musiala

Recuperado de uma grave lesão, Musiala voltou a competir no mais alto nível em 2026 e renovou sua capacidade de desmontar qualquer defesa.

Com apenas 23 anos, o desequilibrante meia-atacante do Bayern carrega o peso simbólico de liderar a renovação geracional da Alemanha, uma seleção ainda em reconstrução na qual Wirtz pode ser seu principal parceiro.

EQUADOR

. Participações: 4. Melhor resultado: oitavas de final (2006). Ranking da FIFA: 23º

. Técnico: Sebastián Beccacece (ARG)

A chegada do estrategista em 2024 consolidou uma transformação que o Equador já vinha dando sinais havia vários anos. A Tricolor deixou de ser uma seleção apenas física e vertical para se tornar uma equipe taticamente flexível que conserva intensidade.

O técnico argentino tem como princípios a agressividade após a perda da bola e gosta de manter seus defensores de elite jogando longe da própria área. O problema está no último terço do campo, pois o Equador marcou apenas 14 gols nos 18 jogos das Eliminatórias e seu poder ofensivo recai sobre o veterano Enner Valencia.

. Estrela: Moisés Caicedo

Tudo gira em torno do Niño Moi, de 24 anos. O volante do Chelsea é o eixo tático e emocional do Equador. Graças a uma notável inteligência de jogo, Caicedo recupera bolas, corrige, rompe linhas, organiza a pressão e inicia grande parte dos ataques.

COSTA DO MARFIM

. Participações: 3. Melhor resultado: fase de grupos (2006, 2010 e 2014). Ranking da FIFA: 34º

. Técnico: Emerse Faé (CDM)

Faé chega à Copa do Mundo três anos depois de ter conquistado a Copa Africana com os Elefantes. O treinador dirige uma equipe que gosta dos duelos individuais e das transições rápidas.

Suas limitações aparecem quando os adversários lhes entregam a posse de bola. Diferentemente de outras edições, desta vez não conta com sobrenomes de destaque em clubes de elite.

. Estrela: Amad Diallo

O explosivo atacante de 23 anos que atua no Manchester United é o único grande fator diferencial. Ele oferece desequilíbrio, mudança de ritmo e capacidade de decidir partidas com jogadas individuais.

CURAÇAO

Participações: estreante. Ranking da FIFA: 82º

. Técnico: Dick Advocaat (HOL)

Aos 78 anos, o técnico holandês chegará ao torneio na América do Norte como o mais velho a dirigir uma seleção em uma Copa do Mundo. No entanto, a façanha de classificar pela primeira vez a pequena ilha de 150 mil habitantes foi cercada de turbulência após sua posterior renúncia, atribuída a questões pessoais, e a chegada de Fred Rutten, que pediu demissão em questão de semanas.

Advocaat retornou ao banco de reservas menos de um mês antes do início da Copa do Mundo. Com uma extensa trajetória em clubes e seleções, liderou uma geração curaçauense construída principalmente a partir da diáspora holandesa, na qual predominam a organização tática e a disciplina.

. Estrela: Leandro Bacuna

O ex-meio-campista de equipes da Premier League como Watford e Aston Villa oferece organização, personalidade e saída limpa desde o meio-campo. Ao lado do capitão aparece seu irmão Juninho, mais criativo e dinâmico, para formar o coração futebolístico da equipe.

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ag/raa/am

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