Venezuela liberta oito militares condenados por 'conspiração' contra o governo de Maduro
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Oito militares venezuelanos, entre eles um general, acusados em 2017 de conspirar para derrubar Nicolás Maduro, deixaram a prisão na terça-feira (26) em uma nova etapa de libertações concedidas pelo governo interino de Delcy Rodríguez a presos políticos.
Os oito militares estão relacionados ao chamado "Caso Paraquedistas", no qual foram acusados de incitação contra o governo de Maduro. O grupo incluía o general Raúl Isaías Baduel, que foi aliado de Hugo Chávez e morreu na prisão em 2021.
Duas filhas do general Baduel, Andreína e Margareth, são porta-vozes da causa da libertação dos presos políticos e reivindicam a liberdade de seu irmão, Josnars Baduel, detido desde 2020 por suposta participação em uma operação para derrubar Maduro.
Os sargentos deixaram o tribunal sob aplausos de um grupo de pessoas, que celebraram a libertação. Vestindo camisas amarelas, alguns ergueram o punho em sinal de vitória, segundo imagens divulgadas no X pela ONG Foro Penal.
O general Ramón Lozada saiu em uma cadeira de rodas, mas se levantou e colocou uma bandeira da Venezuela no peito.
"Confirmamos a libertação por pena cumprida dos sargentos paraquedistas e do general (Ramón) Lozada", informou no X Gonzalo Himiob, vice-presidente da ONG. Eles ficaram presos por mais de nove anos, acrescentou.
A presidente interina, que assumiu o comando da Venezuela após a captura de Maduro em uma operação dos Estados Unidos em janeiro, assinou uma lei de anistia que exclui a maioria dos militares, também considerados presos políticos pelas ONGs.
Jorge Arreaza, presidente da comissão parlamentar que acompanha a anistia, argumentou na terça-feira que alguns processos demoram e que durante o governo de Maduro não havia "condições políticas" para examinar os casos.
"Estávamos em uma situação muito polarizada", disse em entrevista à televisão estatal.
Um primeiro grupo de 31 militares, também acusados de rebelião e traição à pátria, deixou a prisão em fevereiro sob liberdade condicional.
Segundo a Foro Penal, desde janeiro quase 800 presos políticos foram libertados.
O governo alega que 8.000 pessoas foram beneficiadas pela anistia em vigor desde fevereiro, mas a maioria não estava presa, e sim respondendo a processos judiciais.
A ONG advertiu que em 25 de maio o país tinha 409 presos políticos.
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