Governador mexicano vinculado pelos EUA a narcotraficante depõe perante procuradoria-geral
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Um governador mexicano solicitado pelos Estados Unidos por narcotráfico afirmou que prestou depoimento nesta terça-feira (26) à procuradoria-geral de seu país, com a qual colaborará na investigação, segundo publicou no X.
Rubén Rocha Moya governava Sinaloa desde 2021. Ele deixou temporariamente o cargo depois que a Justiça americana o vinculou ao poderoso cartel fundado por Joaquín 'El Chapo' Guzmán, condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos.
No sábado, ele foi chamado para depor.
Rocha, de 76 anos, pertence ao partido da presidente Claudia Sheinbaum e é um antigo aliado do líder de esquerda Andrés Manuel López Obrador.
"Tenho a firme determinação de comparecer a toda convocação que a autoridade investigadora me fizer no momento que considerar necessário", escreveu no X.
A procuradoria-geral analisa o pedido de prisão e extradição dos Estados Unidos contra 10 políticos governistas.
Sheinbaum pediu mais provas para agir contra Rocha, embora tenha esclarecido que não protegerá nenhum político que tenha vínculos com o crime organizado.
Esta é a primeira vez que políticos em exercício são procurados pela Justiça americana.
Não está claro como Rocha prestou depoimento aos promotores.
Ele não foi visto em nenhum momento na entrada principal da sede da procuradoria em Culiacán, capital de Sinaloa.
O funcionário não aparece em público desde 1º de maio, quando pediu licença para deixar o cargo de maneira provisória após vir à tona a acusação contra ele, que envolve outros nove políticos.
Outros dois funcionários solicitados pelos Estados Unidos também por narcotráfico prestaram depoimento: o prefeito de Culiacán e o vice-procurador-geral do estado, que também pediram licença de seus cargos.
Dois dos 10 acusados já negociaram sua entrega aos Estados Unidos.
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