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Ativista Erin Brockovich lança plataforma para rastrear centros de dados nos EUA

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A ativista ambiental americana Erin Brockovich, famosa pelo filme de Hollywood que leva seu nome, abriu uma nova frente com o lançamento de uma plataforma civil para rastrear projetos de centros de dados em todos os Estados Unidos.

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Esta assistente jurídica autodidata ficou conhecida ao ajudar a revelar um escândalo de contaminação da água em Hinkley, na Califórnia, no começo da década de 1990, quando se descobriu que a gigante de energia Pacific Gas and Electric Company (PG&E) tinha poluído o abastecimento local.

A ação coletiva resultante terminou em um acordo de 333 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1,67 bilhão, na cotação atual) para os demandantes.

"Observo vocês, os coletivos que se reúnem e erguem a voz", afirma Brockovich em seu novo site, brockovichdatacenter.com.

A plataforma inclui um mapa em tempo real dos centros de dados propostos e em construção em todo o país, alimentado por contribuições do público e notícias da imprensa, e convida os usuários a atualizarem estas informações.

Por enquanto, compila apenas algumas dezenas de projetos, uma fração das centenas de centros que se estima que estejam em preparação ou em construção em todo o país.

A plataforma não se declara favorável a uma moratória ou a uma proibição, mas ressalta "a necessidade de práticas sustentáveis, seguras e eficazes para os centros de dados de IA (inteligência artificial)".

O cineasta Steven Soderbergh adaptou a história desta ativista para o filme "Erin Brockovich - Uma Mulher de Talento" (2000), que rendeu um Oscar de melhor atriz para sua protagonista, Julia Roberts.

Desde então, Brockovich trabalhou em outras ações judiciais relacionadas às consequências do despejo de contaminantes por parte das empresas.

Já muito demandados pelo auge da internet e da computação em nuvem, estes centros atravessam uma nova fase de expansão como consequência do desenvolvimento da inteligência artificial generativa.

Em todos os Estados Unidos, comunidades e funcionários eleitos avançam para regular, limitar ou inclusive bloquear por completo a construção de novos centros de dados.

Suas preocupações vão do aumento dos preços da eletricidade e o uso de combustíveis fósseis ao consumo de água, o ruído e os resíduos.

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tu/arp/md/ad/nn/mvv/am

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