Igreja e grupo de direitos humanos pedem diálogo na Bolívia
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A Defensoria do Povo, a Igreja Católica e um grupo de defensores dos direitos humanos pediram neste domingo, na Bolívia, um diálogo entre o governo e os trabalhadores, que exigem com protestos a renúncia do presidente Rodrigo Paz, de centro-direita.
Eles também pediram esclarecimentos sobre a suposta morte de uma pessoa - denunciada por manifestantes e negada pelo governo - durante uma operação realizada ontem por policiais e militares, que entraram em confronto com grevistas para desbloquear estradas ao sul de La Paz.
Os bloqueios nas principais vias de acesso à cidade agravaram a escassez de alimentos, remédios e combustíveis, enquanto o país registra a pior crise econômica em quatro décadas.
Desde o começo do mês, camponeses, operários, mineradores, professores e trabalhadores do transporte pressionam o governo de Paz, no poder há seis meses. Após reivindicarem aumentos salariais, combustíveis de qualidade e estabilização econômica, diversos setores passaram a exigir a renúncia do presidente.
O governo boliviano denunciou perante a OEA que as manifestações visam a “alterar a ordem democrática”, e acusa o ex-presidente Evo Morales (2006-2019) de instigá-las.
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