Milhares de pessoas protestam em Madri contra o alto preço da moradia
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Milhares de pessoas protestaram pelo centro de Madri neste domingo (24), entoando slogans e agitando faixas para protestar contra o aumento exorbitante dos aluguéis e a escassez de moradias, exigindo intervenção urgente do governo.
A moradia tem sido uma preocupação constante dos eleitores na Espanha, onde a demanda aumentou devido ao turismo e ao crescimento populacional, enquanto a oferta de moradias populares para aluguel permanece limitada.
Organizada pelo Sindicato de Inquilinas e Inquilinos de Madri sob o lema "A moradia está nos custando a vida. Vamos baixar os preços", a marcha contou com o apoio dos dois maiores sindicatos da Espanha, UGT e CCOO.
"As medidas habitacionais, mesmo que algumas sejam bem-intencionadas, avançam a passos de tartaruga. O problema da moradia está se agravando em ritmo acelerado", declarou o secretário-geral da CCOO, Unai Sordo, à imprensa antes do início da manifestação.
Os organizadores estimaram a participação em mais de 100 mil pessoas e a delegação regional do governo central estimou que 23 mil pessoas participaram da marcha.
"Cada vez mais pessoas estão sendo forçadas a viver em condições de superlotação, tendo que morar em quartos individuais, até mesmo famílias", disse Fernando de los Santos, porta-voz do sindicato dos inquilinos, à AFPTV durante a marcha.
Os preços dos aluguéis na Espanha dobraram na última década, segundo o portal imobiliário online Idealista, superando em muito o crescimento salarial.
Segundo o Banco da Espanha, o país registrou um déficit habitacional de 700 mil imóveis entre 2021 e 2025.
"Se pagarmos aluguéis muito caros, é impossível juntar dinheiro para comprar um apartamento, então é um ciclo do qual não vamos conseguir sair", explicou à AFP Irene Guinea, uma publicitária de 29 anos.
O primeiro-ministro, o socialista Pedro Sánchez, que enfrenta eleições gerais no próximo ano, apresentou em fevereiro um novo fundo público de investimento que, segundo ele, arrecadaria 120 bilhões de euros (698 bilhões de reais) e ajudaria a resolver a persistente crise habitacional do país.
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