Ataque ucraniano deixa seis mortos e 15 desaparecidos em escola que, segundo Kiev, era um quartel
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Ao menos seis pessoas morreram e 15 estão desaparecidas após um ataque ucraniano com drones contra uma escola de ensino médio na região de Luhansk, afirmaram nesta sexta-feira (22) autoridades russas, embora Kiev tenha afirmado que se tratava do quartel-general de uma unidade militar russa.
Segundo fontes russas, 86 jovens entre 14 e 18 anos estavam em um dormitório de vários andares que desabou após um ataque realizado durante a noite em Starobelsk, uma cidade de cerca de 16 mil habitantes.
"Neste momento, sabemos que seis pessoas perderam a vida, 39 ficaram feridas e 15 estão desaparecidas, já que a remoção dos escombros continua", declarou o presidente Vladimir Putin após um minuto de silêncio transmitido pela televisão.
De acordo com Putin, o ataque "não foi acidental" e se desenvolveu "em três ondas, com 16 drones direcionados ao mesmo local".
"Não havia qualquer alvo de caráter militar, nem instalações pertencentes aos serviços de inteligência ou a serviços afins" nas imediações, assegurou o presidente russo, que prometeu uma resposta de seu exército.
Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia mencionou um "ataque deliberado contra a população civil" e denunciou a assistência de países ocidentais, que "fornecem informações às Forças Armadas ucranianas e as ajudam a direcionar seus ataques".
Anteriormente, o governador da região de Luhansk, Leonid Pasetchnik, havia divulgado nas redes sociais fotos de edifícios gravemente danificados: um em chamas e parcialmente desabado, e outro com as paredes chamuscadas e as janelas destruídas.
"É um crime monstruoso (...) do regime de Kiev", acrescentou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante uma coletiva de imprensa.
Por sua vez, o Estado-Maior ucraniano afirmou que suas forças haviam bombardeado o "quartel-general" de uma unidade militar russa na região ocupada.
"A Ucrânia realiza ataques contra infraestruturas e instalações utilizadas para fins militares, respeitando escrupulosamente as normas do direito internacional humanitário", afirmou o Estado-Maior ucraniano em uma mensagem publicada nas redes sociais.
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