Itália, França, Alemanha e Reino Unido exortam Israel a frear expansão dos assentamentos
compartilhe
SIGA
Itália, França, Reino Unido e Alemanha aconselharam Israel, nesta sexta-feira (22), a deixar de expandir seus assentamentos na Cisjordânia, condenaram a violência dos colonos e alertaram as empresas que participam de licitações de obras de construção.
"Pedimos ao governo israelense que ponha fim à expansão dos assentamentos e de seus poderes administrativos, garanta que os colonos responsáveis por atos de violência prestem contas de seus atos e investigue as denúncias contra as forças israelenses", afirmam os quatro países em um comunicado conjunto.
Também recordam que "os assentamentos israelenses na Cisjordânia são ilegais".
"Nos últimos meses, a situação na Cisjordânia se deteriorou significativamente. A violência dos colonos atingiu níveis sem precedentes", recordam os dirigentes europeus.
"As políticas e práticas do governo israelense, em particular a continuidade do reforço do controle israelense, comprometem a estabilidade e as perspectivas de uma solução de dois Estados", acrescenta o comunicado.
Roma, Paris, Londres e Berlim também pedem que Israel "levante as restrições financeiras impostas à Autoridade Palestina e à economia palestina".
"Nós nos opomos firmemente àqueles, incluindo membros do governo israelense, que defendem a anexação e o deslocamento forçado da população palestina", prossegue o comunicado.
Israel aprovou em agosto de 2025 o projeto E1, que dividirá em duas partes a Cisjordânia ocupada e colocará em risco toda continuidade territorial de um eventual futuro Estado palestino.
A licitação para construir 3.400 moradias em uma área de 12 km² situada a leste de Jerusalém foi publicada em dezembro pela Autoridade de Terras de Israel.
A ONU, a União Europeia e inúmeros dirigentes se posicionaram pedindo a Israel que renuncie a este projeto.
"As empresas não deveriam participar de licitações de obras de construção em E1 nem em outros projetos de assentamentos", alertam também os dirigentes europeus.
Eles também advertiram essas companhias sobre as "consequências jurídicas e de reputação decorrentes de sua participação na construção de assentamentos".
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
ljm/jra/pb/ahg/lm/aa