Principal rival de Starmer inicia campanha para eleição crucial entre os trabalhistas
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Andy Burnham, considerado o principal rival do primeiro-ministro, Keir Starmer, dentro do Partido Trabalhista, lançou nesta sexta-feira (22) sua campanha no norte da Inglaterra para uma eleição legislativa parcial crucial para definir a liderança do partido.
Burnham, prefeito da Grande Manchester, espera vencer a eleição, que acontecerá em 18 de junho, contra o candidato do partido anti-imigração Reform UK, Robert Kenyon, para retornar ao Parlamento.
Uma cadeira de deputado em Westminster permitiria que ele tentasse suceder Starmer à frente do Partido Trabalhista e como primeiro-ministro.
Burnham, no entanto, não quis dizer nesta sexta-feira se, em caso de vitória, pretende entrar na disputa pela sucessão de Starmer.
O primeiro-ministro, que chegou ao poder em julho de 2024, é criticado dentro do partido há vários meses e os péssimos resultados dos trabalhistas nas eleições locais e regionais de 7 de maio agravaram a situação.
Burnham prometeu nesta sexta-feira "uma mudança" durante um discurso no distrito eleitoral de Makerfield, perto de Manchester.
"A política neste país, a política britânica, está cansada. Precisa de um novo roteiro", declarou o candidato.
"Sei que o meu próprio partido deve mudar. Temos que fazer melhor do que fizemos até agora", acrescentou, em uma crítica indireta a Starmer.
Segundo as pesquisas, Burnham é a figura política mais popular do Reino Unido, mas sua eleição está longe de estar garantida. Josh Simons, o deputado trabalhista da circunscrição que decidiu renunciar para permitir que Burnham se candidatasse, foi eleito nas legislativas de 2024 com cerca de 45% dos votos, contra quase 32% do candidato do Reform UK, que já era Robert Kenyon.
Contudo, nas eleições locais do início de maio, o Reform UK venceu a votação na circunscrição.
Em caso de vitória, Burnham e os demais aspirantes a suceder Starmer, entre eles seu ex-ministro da Saúde Wes Streeting, terão que obter o apoio de 20% dos deputados do partido.
Os trabalhistas têm 403 deputados dos 650 da Câmara dos Comuns, o que significa que os candidatos precisam do apoio de 81 para enfrentar Starmer.
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