Internacional

Panamá bloqueia plano de vender energia para a Costa Rica por críticas da presidente

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O presidente panamenho, José Raúl Mulino, afirmou nesta quinta-feira (21) que seu país rejeitou um plano de venda de energia para a Costa Rica devido às críticas da presidente costa-riquenha, Laura Fernández, em meio a uma disputa comercial sobre produtos agrícolas. 

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Fernández, que assumiu o cargo em 8 de maio, pediu publicamente ao seu ministro das Relações Exteriores, Manuel Tovar, que iniciasse "ações internacionais" contra o Panamá, que bloqueia a entrada de produtos costa-riquenhos desde 2020 por razões sanitárias. 

A disputa chegou à Organização Mundial do Comércio (OMC), onde um painel de arbitragem decidiu a favor da Costa Rica em 2024, mas a decisão foi contestada pelo Panamá, e o conflito continua. 

As restrições panamenhas se aplicam a frutas e produtos bovinos da Costa Rica, como laticínios, carne e embutidos, entre outros. 

"Sei que eles estão solicitando maior acesso à energia panamenha para ser vendida à Costa Rica, devido às suas próprias necessidades. Estamos avaliando cuidadosamente esse pedido", declarou Mulino durante sua coletiva de imprensa semanal. Mas "por enquanto, não há vendas de energia para a Costa Rica, é simples assim".

"As relações internacionais baseiam-se em grande prudência (...) não é através de um púlpito, uma plataforma ou uma conferência de imprensa" que se fazem "declarações que afetam diretamente a relação entre dois países, especialmente vizinhos e amigos", acrescentou o presidente panamenho. 

Ele disse estar "surpreso" com a reação da Costa Rica. 

Segundo Mulino, as autoridades panamenhas e costa-riquenhas já se reuniram para discutir esses planos de venda de energia, que ele não especificou. 

O líder panamenho também acusou a Costa Rica de bloquear "inúmeras" empresas panamenhas há mais de 10 anos.

Fernández alertou recentemente que seu governo não "permitirá nenhum desequilíbrio na comercialização e exportação de produtos costa-riquenhos" e garantiu que a resolução desse conflito é uma "prioridade" de seu governo.

"A política externa é conduzida com discrição, moderação e respeito", afirmou Mulino, acrescentando que o Panamá aplicará uma política de "reciprocidade" com a Costa Rica. 

"Esta é uma questão importante para a Costa Rica, mas também é importante para o Panamá, e meu dever é proteger os panamenhos", acrescentou.

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jjr/lb/aa

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